British Steel nacionalizada: conglomerado chinês reclama indemnização

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A siderúrgica chinesa Jingye anunciou que exigirá compensação após o Governo do Reino Unido tomar o controlo da British Steel, companhia que comprou em 2020. A intervenção de Londres, formalizada em 2025, foi justificada pela necessidade de evitar o encerramento dos últimos altos-fornos a carvão do país.

Jingye abre caminho para uma disputa judicial

A empresa divulgou uma nota na plataforma WeChat dizendo que irá proteger os seus direitos e reclamar uma indenização integral por via judicial se necessário. A mensagem afirma que a companhia seguirá com ações legais até obter a reparação que considera devida.

Jingye recordou ter adquirido a British Steel em 2020, sublinhando que a nacionalização representa uma ruptura na relação entre o grupo e o Estado britânico.

Por que o governo interveio

O executivo britânico assumiu o controlo da empresa em abril de 2025 para impedir o encerramento dos dois últimos altos-fornos a carvão, situados em Scunthorpe, no norte de Inglaterra. Londres afirmou que a medida era necessária para salvaguardar uma capacidade industrial considerada estratégica.

Em maio, o governo tornou pública a sua intenção de proceder à nacionalização, citando questões de segurança nacional como a principal razão para a ação.

A aprovação parlamentar e a justificativa oficial

O processo legislativo culminou esta semana com a aprovação real, o último passo formal exigido no Reino Unido para efetivar a transferência de controlo. A decisão foi aprovada em votação e seguiu para sancionamento.

O primeiro‑ministro cessante, Keir Starmer, defendeu a intervenção, dizendo que a medida “garante o futuro da produção de aço no Reino Unido, protege empregos qualificados e preserva uma capacidade nacional vital”.

Reação das autoridades chinesas

O Ministério do Comércio da China expressou na sexta‑feira «forte descontentamento» e criticou a forma como Londres assumiu o controlo da British Steel. O comunicado acusa o Reino Unido de agir de forma coerciva, usando o argumento da segurança nacional como pretexto.

A disputa deixou claro que a nacionalização já desencadeou respostas firmes por parte do acionista e das autoridades chinesas, enquanto o processo legal anunciado por Jingye permanece como um desdobramento provável a acompanhar.

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