Diretores garantem que hoje será atribuída classificação a alunos com nota suspensa

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Escolas portuguesas receberam novos ficheiros com as notas dos exames do secundário e os alunos vão saber a sua classificação este domingo, 19 de julho. A atualização visa eliminar a palavra “suspenso” das pautas em cerca de 1.400 casos, segundo a associação que representa diretores.

Correção e comunicação às famílias

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, explicou à Lusa que os ficheiros foram substituídos para corrigir situações em que, em vez de uma nota numérica entre 1 e 20, aparecia a indicação “suspenso”.

O responsável acrescentou que a regularização decorre ao longo do dia e que as escolas informarão os alunos de formas distintas: via plataforma, telefonema aos pais ou envio direto de documentos. Muitos estabelecimentos já utilizam o sistema Inovar, onde os estudantes acedem imediatamente às classificações.

Provas, PDFs e prazo para reapreciação

Na véspera, vários diretores enviaram aos alunos cópias em PDF das provas com as notas atribuídas, para que os jovens façam uma primeira apreciação. Quem desejar poderá solicitar a reapreciação na segunda-feira.

O pedido de reapreciação é um direito dos alunos. No entanto, Filinto Lima alertou que essa decisão exige atenção: além da taxa, a classificação pode descer depois da revisão. Por isso, aconselhou que os estudantes consultem rapidamente as provas antes de decidir.

Regras e custos

O Despacho Normativo n.º 3/2026, de 23 de fevereiro, prevê que os alunos têm dois dias úteis, a contar do acesso à prova corrigida, para pedir reapreciação. A cada pedido está associada uma taxa de 25 euros, que é reembolsada se a nota subir em relação à classificação inicial.

Processo de correção digital e impacto

Este ano, pela primeira vez, as provas nacionais do secundário — feitas por 166 mil alunos — foram corrigidas em formato digital. O processo, contudo, registou falhas técnicas desde o início.

As dificuldades obrigaram o Ministério da Educação a adiar prazos inicialmente previstos. Filinto Lima sublinhou que não se trata de correções mal feitas nas provas nem de más classificações em si, mas de problemas no processo que dificultaram a comunicação e a entrega de notas.

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