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Pedro Santana Lopes voltou a inscrever-se como militante do PSD e usou a sua intervenção no 43.º Congresso Nacional do partido para confirmar apoio a Luís Montenegro. O antigo primeiro‑ministro prometeu não disputar a liderança e elogiou o atual presidente do partido ao mesmo tempo que recordou episódios da sua carreira política.
Regresso e tom do discurso
Santana Lopes chegou ao Velódromo de Sangalhos, em Anadia, perto da meia‑noite, quando muitos lugares ainda estavam vazios, e falou durante cerca de 20 minutos. A sua presença foi formalizada como retorno à militância do PSD.
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No discurso procurou justificar a decisão de voltar ao partido, afirmando que aprecia regressos em fases em que os resultados nas sondagens não colocam o PSD como favorito. Disse também que não pretende concorrer à presidência.
Apoio explícito a Luís Montenegro
Dirigindo‑se diretamente a Luís Montenegro, Santana Lopes garantiu que, independentemente de quem se apresentasse contra o atual líder, Montenegro sairia vitorioso. Reforçou a ideia com a promessa de abandonar qualquer ambição de liderança.
O antigo primeiro‑ministro agradeceu ainda a Montenegro e ao secretário‑geral, Hugo Soares, por terem contribuído para o seu regresso e qualificou a governação liderada por Montenegro como digna de elogio, chegando a descrever‑lhe traços de estadista. Luís Montenegro foi apresentado como peça central na sua decisão de voltar.
Memórias e justificações sobre 2018
Santana Lopes explicou a sua saída do PSD em 2018 — ano em que fundou o partido Aliança, do qual depois se desvinculou — lembrando a derrota nas diretas para Rui Rio. À época, afirmou discordar da orientação adoptada para mais perto do centro‑esquerda.
Sobre essa opção, declarou que agiu conforme a sua consciência e recusou pedir desculpas por ter tomado essa decisão.
Notas sobre o contexto político e casos judiciais
O político também comentou o atual enquadramento político, referindo‑se ao novo Presidente da República, António José Seguro, como um defensor da estabilidade — e salientou que não votou nele, nem em André Ventura. Para Santana Lopes, essa estabilidade é uma garantia para que “o sistema possa funcionar correctamente”, com a oposição no Parlamento e o Governo a governar.
Quanto a questões judiciais que afectam figuras do centro‑direita, apontou que sempre surgem suspeitas quando a sua área política está no poder e criticou a prática de vasculhar arquivos para encontrar provas, sem estabelecer comparações directas.
Recordações de obstáculos e apelos ao futuro
O ex‑primeiro‑ministro trouxe à lembrança episódios de 2005, quando foi impedido de recandidatar‑se à Câmara Municipal de Lisboa e, na altura, enfrentou resistências internas — pessoas que não lhe atendiam o telefone e que mais tarde chegaram a ocupar altos cargos, incluindo a presidência da República.
Apesar dos episódios citados, Santana Lopes defendeu que o passado não deve alimentar rancores. Pediu que se privilegie a construção política a partir do que considera positivo e abriu espaço para caminhar sem mágoas.












