Ministro reconhece que a indignação merece escuta, mas insiste na aprovação da nova lei das rendas

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O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou hoje que a “indignação merece ser ouvida”, ao comentar os protestos pela habitação, mas pediu que a resposta passe pela aprovação de um novo quadro legal do arrendamento. Miguel Pinto Luz defendeu medidas práticas para aumentar a oferta de casas acessíveis, em oposição a palavras de ordem ou estratégias eleitorais.

Apelo no debate do Orçamento para 2027

Durante o segundo dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, o responsável do Governo PSD/CDS-PP dirigiu um apelo claro: julgar a governação pelas casas que consegue colocar ao alcance das pessoas.

Plenário parlamentar durante debate orçamental, com deputados em discussão
Debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 no parlamento.

Segundo Pinto Luz, discursos e símbolos não resolvem a falta de habitação. “A indignação merece ser ouvida. Mas símbolos, palavras de ordem e cálculos eleitorais não constroem casas”, afirmou, sublinhando a necessidade de soluções tangíveis.

Medidas concretas e responsabilidades

O ministro insistiu que a resposta tem de traduzir‑se em políticas que gerem alojamento efetivamente acessível. Estas medidas, defendeu, devem oferecer segurança às partes e apoio a quem mais precisa.

Obra de habitação acessível com grua e prédios em construção
Medidas para aumentar oferta de casas acessíveis passam por mais construção e incentivos.

Pinto Luz também declarou que os proprietários não podem assumir o papel de prestadores de política social. “Esse é o papel do Estado”, disse, apontando para a necessidade de um sistema onde a intervenção pública assegure proteção social sem sobrecarregar o dono do imóvel.

Defesa da nova lei das rendas

O ministro responsabilizou os governos socialistas, segundo ele, pela crise no setor e rejeitou a repetição do que classificou como “imobilismo do passado”.

Em defesa da iniciativa legislativa do atual executivo, Pinto Luz pediu a aprovação do novo regime do arrendamento urbano. A proposta já foi aprovada na generalidade e deverá passar à discussão na especialidade após o período orçamental.

“Temos de aprovar o novo regime do arrendamento urbano, sem dogmas, sem preconceitos, sem qualquer tipo de demagogia”, concluiu, reforçando o apelo ao consenso em torno de medidas que possam realmente aumentar a oferta de habitação a preços acessíveis.

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