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No Rossio, em Lisboa, o artista Bordalo II deixou uma tenda identificada como da polícia e outros objetos simbólicos que ligam a ação às manifestações pelo direito à habitação. A intervenção foi observada por meios locais e mais tarde confirmada pelo próprio nas suas redes sociais.
Peças e mensagem
No espaço público ficaram uma tenda alusiva à autoridade, um carrinho de mão com pedra da calçada e um sinal que mostra polícias a recorrerem à violência. O conjunto funciona como uma referência direta aos confrontos registados durante as recentes protestas.
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A cadeia televisiva CMTV registou a instalação durante a tarde; Bordalo II assumiu a autoria da obra nas plataformas sociais. Nessa publicação defendeu que a habitação é um direito fundamental e que a sua defesa exige luta coletiva. Acrescentou ainda que o Estado terá “instrumentalizado as forças de segurança” para recorrer à violência e concluiu com a frase: “Quem quer alimentar a violência que atire a primeira pedra!”
Recorde do fim de semana anterior
O gesto artístico refere‑se ao que ocorreu no passado domingo, dia 25, quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio contra as acampadas em Lisboa e no Porto. Na sequência dessas ações, foram detidas 31 pessoas e 11 ficaram feridas.

Agenda e medidas de segurança
O movimento Acampada de Lisboa regressa este sábado ao Rossio. A concentração tem início às 16h00 no Largo de Camões e os organizadores dizem que os manifestantes voltarão a pernoitar na praça.
Por motivos de segurança, a Autoridade Aeronáutica Nacional proibiu o uso de drones na área durante as manifestações previstas: a restrição vigorará entre as 12h00 de sábado e as 11h00 de domingo.











