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O partido Chega anunciou que votará contra o Orçamento do Estado para 2027 na generalidade. O líder do partido, André Ventura, afirmou que o Governo não reconhece as dificuldades dos portugueses e não apresentou medidas de apoio.
Declaração na Assembleia
O comunicado foi feito por André Ventura em declarações aos jornalistas na Assembleia da República. O líder afirmou, segundo a sua intervenção, que o executivo “não consegue reconhecer o momento de dificuldade em que as pessoas se encontram neste momento”.
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Críticas à política fiscal
Ventura acusou o Governo de ter uma “voragem e obsessão de cobrar impostos”, apontando para uma política que, na sua leitura, penaliza os cidadãos em tempos de aperto económico.

Apesar da dureza das críticas, o Chega deixou uma abertura para o trabalho parlamentar: “Mantemos esperança de que a especialidade traga outra atitude do Governo”, disse o líder do partido.
Resultado previsível na votação
O Orçamento será votado esta tarde. A sua aprovação final está, porém, praticamente assegurada: o Partido Socialista anunciou que se vai abster na votação, garantindo assim a passagem do documento apesar do voto contra do Chega.
O que muda para o leitor
O voto contrário do Chega torna claras as fraturas políticas em torno do documento, mas não altera, para já, a trajetória do Orçamento. A maior consequência imediata é a manutenção do calendário legislativo: o debate segue para a especialidade, onde as propostas poderão ser discutidas e alteradas.












