Milhares de pessoas voltaram a ocupar espaços públicos em Lisboa e no Porto exigindo respostas à crise da habitação, num protesto que culminou junto à Assembleia da República. O Negócios está a recolher a opinião dos leitores através do seu canal de WhatsApp sobre as manifestações e a proposta de lei das rendas anunciada pelo Governo.
Nas últimas semanas, manifestações semelhantes surgiram também noutras cidades portuguesas, com concentrações regulares em pontos centrais. A mais recente mobilização reuniu milhares de participantes e confirmou a dimensão do descontentamento social em torno do tema habitacional.
- Reversão da nova lei do arrendamento: pedido para que a proposta em discussão seja anulada ou revista.
- Fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional: exigência de soluções que garantam alojamento para quem é removido.
- Limitar a aquisição por fundos imobiliários: travar a compra massiva de habitações por investidores privados.
- Aumento da oferta pública de habitação: investimento e construção de mais fogos sociais.
- Recuperação de imóveis devolutos: reutilizar prédios vazios para fins residenciais.
- Tetos de renda verdadeiramente acessíveis: controlo que garanta rendas compatíveis com os rendimentos médios.
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Os protestos decorreram, em grande parte, de forma pacífica. No entanto, durante a madrugada de domingo a PSP interveio para dispersar acampamentos em Lisboa e no Porto, recorrendo a bastões e cães. A ação seguiu-se a mais de duas horas de tensão, envolvendo ordens para que as tendas fossem removidas; os manifestantes recusaram cumprir, invocando o direito constitucional à manifestação.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo de averiguações sobre as intervenções policial. Em paralelo, a Provedora de Justiça solicitou à PSP, com carácter de urgência, esclarecimentos sobre a carga policial realizada naquela madrugada.
Queremos saber: concorda com as manifestações pela habitação?
O inquérito do Negócios começou na quarta-feira e está a ser feito através do nosso canal de WhatsApp. Se já é seguidor, participe: os resultados serão divulgados na próxima quarta-feira, 4 de novembro. Quem ainda não subscreveu pode aderir ao canal para responder ao inquérito.












