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O líder do Chega, André Ventura, exigiu nesta quarta‑feira (1 de junho) que o Governo assuma responsabilidades pelos problemas na correção dos exames nacionais e estabeleceu um paralelo com a questão dos preços dos combustíveis. No mesmo encontro com jornalistas no Montijo, criticou ainda pareceres que apontam violações de conduta pela deputada Rita Matias.
Críticas sobre a gestão dos exames
Ventura acusou o executivo de tentar transferir a responsabilidade pelos erros nas provas para auditorias externas, apesar de ser o próprio Ministério da Educação quem organiza os exames. Segundo o líder do partido, essa postura é injustificável face ao impacto sobre centenas de milhares de estudantes.
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“É um bocadinho insensato que o Governo levante perguntas e auditorias sobre o que é que está a correr mal nos exames quando é o Ministério da Educação que deve e que está a organizar esses mesmos exames”, disse Ventura no Montijo, distrito de Setúbal.
O dirigente pediu ainda que o primeiro‑ministro Luís Montenegro se aproxime mais da população: “faz falta a Luís Montenegro andar um bocadinho mais na rua, falar mais com as pessoas, ouvir as suas dificuldades e perceber o país em que vive”.
O paralelo com os combustíveis
Ventura recorreu à situação dos combustíveis para reforçar a crítica à governação. Alegou que o Governo chegou a pedir explicações a uma entidade de auditoria sobre por que os preços não descem tão rápido quanto deveriam — quando, na sua visão, a ação política decisiva seria reduzir impostos sobre os combustíveis.
“Hoje chegámos a este cúmulo”, afirmou, apontando que tanto nos problemas com as correções dos exames como na evolução dos preços dos combustíveis se vislumbra “ou é má‑fé ou é incompetência”.
Pareceres sobre Rita Matias e a reação do Chega
Questionado sobre dois pareceres da Comissão Parlamentar de Transparência noticiados pela Lusa — que concluíram haver violação do código de conduta por parte de Rita Matias, por uso indevido do cartão de deputada na Faculdade de Letras de Lisboa e por insultos dirigidos à socialista Isabel Moreira — Ventura defendeu a sua deputada.
O presidente do Chega afirmou que outras formações políticas, nomeadamente da esquerda, operaram livremente nas universidades durante anos, enquanto o seu partido não seria tolerado como contraponto ideológico. Chamou o assunto de “um disparate” e tinha Rita Matias ao seu lado durante as declarações.
Sobre as críticas a Isabel Moreira, Ventura afirmou que “se há pessoa naquele Parlamento que não tem moral para acusar ninguém de nada” é a deputada do PS, referindo‑se a episódios em que, na sua opinião, Moreira teve comportamentos ofensivos, que qualificou como “atitudes absolutamente ostensivas”.











