Após contraproposta considerada insuficiente, sindicato dos técnicos do INEM admite continuar a greve

Mostrar resumo Ocultar resumo


O sindicato dos técnicos de emergência pré-hospitalar mantém a pressão sobre o Governo depois de considerar insuficiente a contraproposta do INEM. As negociações prosseguem esta semana na tentativa de evitar a realização de greves marcadas para setembro.

Negociações em ponto morto

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, disse que o documento apresentado pelo INEM foi recebido na segunda‑feira e deixou a entidade sindical desiludida. Segundo ele, a contraproposta afasta‑se das reivindicações que tinham sido aproximadas na reunião do Ministério da Saúde a 26 de agosto.

Reunião sindical com representantes em discussão sobre proposta
O sindicato diz ter ficado desiludido com a contraproposta recebida na segunda‑feira.

O STEPH já informou a ministra da Saúde da situação e procura agendar novo encontro ainda esta semana no ministério. O objetivo é alcançar um entendimento que permita cancelar a greve.

O ponto de discórdia: 56 ambulâncias

Uma das questões centrais do conflito envolve as 56 ambulâncias que o INEM pretende reatribuir: o instituto quer que passem a ser usadas também em transferências inter‑hospitalares, em vez de ficarem exclusivamente ao serviço direto dos utentes.

Ambulância estacionada pronta para transferências inter‑hospitalares
As 56 ambulâncias em causa estão previstas para suportar também transferências entre hospitais.

Na reunião de 26 de agosto, o sindicato afirma ter recebido garantias — inclusive decorrentes de uma sugestão da ministra — de que esse não seria o desfecho. A contraproposta agora apresentada prevê, porém, que as viaturas permaneçam afectas aos cuidados diretos e sejam igualmente mobilizadas para transferências hospitalares, não apenas de forma pontual.

Reivindicações mais amplas e riscos apontados pelo sindicato

O STEPH convocou, a 13 de agosto, dois dias de greve dos técnicos do INEM, o maior grupo profissional do instituto, em protesto contra medidas de reorganização dos meios. Entre outras exigências, o sindicato pede que o INEM desista de transformar ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros — alteração que, segundo os trabalhadores, reduz a capacidade de transporte de doentes — e que expanda a rede de ambulâncias de emergência até ao final de 2027.

O sindicato defende que a reorganização diminui a capacidade de socorro e compromete a prestação de cuidados pré‑hospitalares de emergência. O INEM tem reiterado que as mudanças não enfraquecem a resposta à população e que, pelo contrário, haverá reforço do serviço.

Questionado sobre a possibilidade de suspender as paralisações marcadas para os dias 14 e 28 de setembro, Rui Lázaro afirmou que, com a proposta atual, não existem condições para o fazer. A notícia de que a greve poderá manter‑se foi divulgada esta terça‑feira pelo jornal Público.

As próximas reuniões entre o STEPH, o INEM e o Ministério da Saúde definirão se as negociações avançam para uma solução ou se a paralisação prosseguirá como anunciado.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário