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O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou esta sexta-feira, 4 de setembro, que a moção de censura apresentada pelo Chega não terá efeitos práticos sobre a ação do executivo. Em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, garantiu que o Governo manterá a atenção nas soluções para os problemas dos portugueses.
Reação do Governo
Leitão Amaro descreveu a iniciativa do Chega como uma espécie de coreografia sem consequências, voltada mais para a forma do que para esclarecimentos ou mudanças políticas de fundo. A declaração foi feita no final da reunião semanal do Conselho de Ministros, onde o tema não entrou na agenda de debate.

Sobre as notícias que envolvem o ministro da Administração Interna — cuja permanência no executivo foi apontada pelo Chega como motivo para a moção — o ministro da Presidência lembrou que o primeiro‑ministro já se pronunciou recentemente. Leitão Amaro disse que, no contexto da conferência de imprensa após o Conselho, não lhe competia acrescentar comentários.
Impacto nas negociações parlamentares
Questionado sobre se a moção poderá condicionar negociações futuras, como a aprovação do Orçamento do Estado, Leitão Amaro negou qualquer alteração de postura. Reafirmou que a coligação PSD/CDS‑PP não trabalha com parceiros privilegiados nas negociações de diplomas.

Nas palavras do ministro, manifestações políticas que não contribuem para soluções concretas acabam por ficar com os seus promotores. O executivo, acrescentou, seguirá focado no trabalho legislativo e na melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Prioridades e perspetivas
O tom da intervenção procurou sublinhar estabilidade e continuidade. Além de minimizar o efeito imediato da moção, o Governo pretende evitar desvios de agenda e manter as negociações parlamentares orientadas por prioridades programáticas.












