Montenegro liga estado de alerta às altas temperaturas e diz que vai acompanhar a evolução de perto

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O Governo português colocou o país em situação de alerta face a uma vaga de calor que deve manter-se até segunda-feira, e o primeiro‑ministro apelou à colaboração de todos para seguir as orientações das autoridades. Luís Montenegro afirmou que vai acompanhar “ao detalhe” a evolução do tempo e pediu responsabilidade individual na prevenção.

Medidas excecionais em vigor

A declaração de alerta foi anunciada na quinta‑feira, 2 de julho, depois de uma reunião do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) nos Bombeiros Sapadores de Leiria. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse ter sido detetado um “agravamento muito significativo das condições atmosféricas”.

Entre as medidas, entrou em vigor, a partir da meia‑noite, um diploma que inclui restrições de circulação e operações em áreas florestais previamente definidas e a proibição do uso de maquinaria em atividades agrícolas, salvo em ações diretamente ligadas ao combate a incêndios rurais.

O que fica proibido

  • Queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola;
  • Trabalhos em espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção das operações de combate a incêndios;
  • Uso de fogo‑de‑artifício e outros artefactos pirotécnicos, e lançamento de balões com mecha — autorizações previamente emitidas ficam suspensas.

O ministro alertou especificamente para o perigo de equipamentos como motorroçadoras de lâmina, corta‑matos, destroçadores e máquinas com lâmina ou pá frontal, porque podem produzir faíscas e iniciar incêndios.

CIPO focado no combate

Luís Neves disse ainda que, a partir do anúncio, o CIPO interrompe as atividades de prevenção que vinha desenvolvendo para passar a concentrar‑se no combate aos incêndios e aos riscos associados ao calor extremo.

O comando manter‑se‑á em funcionamento enquanto forem necessárias medidas especiais — segundo o governante, tem “duração ilimitada” e retomará as funções anteriores assim que as condições atmosféricas o permitirem.

Apelo à população

Na sua publicação na rede social X, o primeiro‑ministro sublinhou: “Cada um de nós tem a responsabilidade de prevenir e fazer a sua parte. Peço a todos que respeitem as indicações das autoridades.”

As restrições visam reduzir o risco de ignições durante um período de calor extremo e proteger comunidades e território. Cidadãos e agricultores são chamados a cumprir as proibições e a reportar situações de risco às autoridades competentes.

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