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A Polícia Judiciária realizou ontem uma operação no Alto Minho e na Área Metropolitana de Lisboa que levou à detenção de cinco homens suspeitos de envolvimento em crimes graves, entre os quais o rapto e o tráfico de estupefacientes. Segundo a investigação, os crimes terão sido cometidos por ordem de um traficante que acusava a vítima de ter assaltado a sua casa.
Detenções e mandados cumpridos
A ação, designada «Rodízio» pela PJ, traduziu-se no cumprimento de várias medidas judiciais: dez mandados de busca domiciliária, um mandado de busca não domiciliária e quatro mandados de detenção fora de flagrante delito.
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Além desses quatro detidos, foi ainda detido um quinto suspeito por se encontrar em situação de permanência irregular no país. No total, a operação mobilizou 50 elementos da Polícia Judiciária.
Acusações e sequência dos factos
Os detidos são suspeitos de crimes que incluem rapto, ofensas à integridade física qualificada, coação agravada e tráfico de estupefacientes. A PJ afirma que os factos remontam a dezembro de 2024, quando o alegado mandante, que se dedicaria ao tráfico, suspeitou de um roubo na sua residência e mandou uma equipa raptar o presumível autor do crime.
Durante esse episódio, refere a polícia, terá sido exercida “extrema violência” sobre a vítima.
Provas apreendidas
Em comunicado, a PJ destaca ter apreendido vários elementos que, segundo os investigadores, corroboram a prática continuada de atividades criminosas por parte dos suspeitos.

- armas;
- artigos para acondicionamento de estupefacientes;
- falsos crachás policiais;
- coletes balísticos;
- outros materiais que sustentam os indícios criminais.
Trâmite judicial e investigação
Os detidos, todos homens entre os 25 e os 55 anos, serão hoje apresentados a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação adequadas.
A investigação está a cargo do DIAP de Oeiras, que dirige o inquérito em curso.












