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O Japão registou em agosto uma ligeira desaceleração da inflação face ao mês anterior, com o índice de preços ao consumidor a subir 1,7% em termos homólogos. Ao mesmo tempo, os preços da energia voltaram ao terreno negativo, uma mudança que pesa na composição do índice.
Principais números
Dados da Direção de Estatística do Ministério do Interior e Comunicações mostram que o IPC, que exclui alimentos frescos devido à sua elevada volatilidade, aumentou 1,7% em agosto, contra 1,8% em julho. Essa foi a oitava leitura consecutiva abaixo da meta de 2% definida pelo Banco do Japão.
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Os preços de energia recuaram 0,7% em agosto, depois de terem subido 0,6% no mês anterior. A eletricidade registou uma queda homóloga mais pronunciada, de 2,4% (contra 0,1% em julho), enquanto o gás continuou a encarecer, com uma alta anual de 2,0% face a 1,6% no mês anterior.
Itens do consumo e evolução dos preços
O custo do chamado cabaz de compras, excluindo alimentos frescos, aumentou 2,7% em agosto, ligeiramente abaixo dos 3% registados em julho. Entre os produtos com maior retrocesso estão os cereais, cuja queda homóloga se intensificou para 3,4%.
Relevância para a política monetária
Os números foram divulgados horas antes do fim da reunião de dois dias do Banco do Japão sobre política monetária. Analistas e meios, incluindo o económico Nikkei, antecipavam uma subida da taxa de juro de curto prazo para 1,25% a partir do atual 1%.

Por que o IPC permanece abaixo da meta
O relatório aponta para medidas governamentais que ajudam a conter pressões inflacionistas. Entre elas estão subvenções destinadas a limitar o aumento dos preços de energia, segundo o mesmo comunicado, e a abolição de impostos sobre gasolina e gasóleo. Esses factores têm contribuído para manter o IPC sob a barreira dos 2%.
Em síntese, embora a inflação anual mostre alguma aceleração em termos absolutos, a queda dos preços de energia e as medidas públicas continuam a moderar o ritmo de subida do custo de vida no Japão. O resultado torna a decisão do Banco do Japão mais complexa, numa fase em que os mercados acompanham com atenção qualquer sinal sobre a trajectória das taxas de juro.












