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Dois em cada três portugueses foram alvo de tentativas de fraude no último ano, segundo dados divulgados recentemente. O número evidencia que golpes digitais e presenciais continuam a afetar uma parcela ampla da população, tornando necessária a adoção de medidas práticas para reduzir riscos.
O alcance do problema
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Uma proporção tão elevada revela que tentativas de fraude não são exceção: elas atravessam idades e perfis socioeconómicos. Mesmo sem indicar perdas financeiras em todos os casos, a exposição frequente aumenta o risco de roubo de identidade e de prejuízos materiais.

Sinais de tentativa de fraude
Golpes costumam ter características comuns. Mensagens que exigem ação imediata, pedidos de dados pessoais ou códigos enviados por SMS e ofertas que parecem boas demais costumam ser indícios de tentativa de fraude.
Erros óbvios na escrita, links com endereços estranhos e remetentes fora do padrão oficial também são sinais que justificam desconfiança. Em conversas telefónicas, pressão para transferir dinheiro ou revelar informações sensíveis é um alerta vermelho.
Como se proteger
- Desconfie de contactos inesperados e confirme sempre a origem por canais oficiais antes de responder.
- Não clique em links ou abra anexos de mensagens suspeitas.
- Use senhas fortes e únicas para cada conta e um gestor de senhas, quando possível.
- Ative a autenticação de dois fatores nas contas bancárias e serviços importantes.
- Mantenha sistemas, aplicações e o antivírus atualizados.
- Verifique extratos e movimentos bancários com regularidade para detectar operações não autorizadas.
- Evite fornecer códigos recebidos por SMS ou confirmar transações a pedido de terceiros.

Se for alvo de uma fraude
Ao identificar uma possível fraude, reúna todas as provas disponíveis: mensagens, e-mails, números de telefone e capturas de ecrã. Em seguida, contacte imediatamente a sua instituição financeira para bloquear cartões ou suspender acessos.
É recomendável também apresentar denúncia às autoridades competentes e informar entidades de proteção ao consumidor. Guardar registos e comunicar o caso rapidamente aumenta as hipóteses de recuperação e facilita investigações.
Por que isto importa
Com duas em cada três pessoas reportando tentativas, a prevenção passa a ser uma responsabilidade individual e coletiva. Medidas simples reduzem a exposição e preservam dados e património — e ajudam a tornar menos lucrativa a atividade dos fraudadores.











