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O Tribunal de Instrução Criminal de Braga determinou hoje que dois homens, ambos com 23 anos e detidos quinta‑feira em Faro, passem a apresentar‑se semanalmente na esquadra mais próxima. A Polícia Judiciária de Braga investiga-os por suspeitas de envolvimento em alegadas plataformas de investimento falsas, com indícios de burla qualificada e branqueamento de capitais.
Medidas de coação e vítimas identificadas
Os detidos ficaram sujeitos ao regime de apresentações periódicas enquanto decorre a investigação. A operação que levou às detenções foi conduzida pela PJ de Braga, em colaboração com a Diretoria do Sul.
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A equipa apurou, até agora, a existência de seis vítimas que terão sofrido perdas estimadas em cerca de 34 mil euros. As autoridades acreditam, contudo, que o número de lesados pode ser superior.
Como funcionava o esquema
Segundo a investigação, as vítimas eram atraídas por propostas que pareciam credíveis e acabavam por transferir dinheiro para contas bancárias controladas pelos suspeitos. Em muitos casos, os montantes enviados foram perdidos.
Os valores recebidos teriam sido rapidamente dispersos por levantamentos em numerário e por sucessivas movimentações entre contas, num padrão que, segundo a PJ, visava dificultar a rastreabilidade dos fundos.
Buscas em Faro e materiais apreendidos
Na execução da investigação foram feitas duas buscas domiciliárias na cidade de Faro. Os inspetores apreenderam vários elementos considerados relevantes para o inquérito.
- Equipamentos informáticos e telemóveis;
- Documentação bancária;
- Numerário superior a 19 mil euros;
- Outros elementos úteis à investigação.
Durante uma das diligências, os agentes localizaram também duas armas de fogo e dezenas de munições de calibres diversos.
A Polícia Judiciária acrescentou que o proprietário das armas não detinha licença válida de uso e porte, e está indiciado pelo crime de detenção de arma proibida.












