Mostrar resumo Ocultar resumo
O IPMA mantém sete distritos do continente sob o alerta mais grave de calor este domingo, enquanto várias regiões foram recategorizadas para níveis de risco inferiores. As medidas acompanham previsões de temperaturas extremas e ações urgentes das autoridades para reduzir perigos associados às ondas de calor e aos incêndios rurais.
Aviso meteorológico e áreas afetadas
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou, até às 23:00 de hoje, os distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco sob aviso vermelho, o mais elevado numa escala de três níveis.
No Mundial2026, a PSP não seguirá adeptos portugueses por decisão das autoridades dos EUA
Este domingo, sete distritos mantêm aviso vermelho devido ao calor
Entre os distritos que passaram a aviso laranja estão Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro e Leiria. Também com aviso laranja se mantêm Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real, devido a temperaturas máximas e mínimas persistentemente elevadas.
Situação na Madeira
Na Madeira, as zonas montanhosas continuam em aviso laranja por causa das temperaturas altas, com o alerta prolongado até às 18:00 de terça-feira. O restante território da ilha e o Porto Santo estão em aviso amarelo, também com vigência até ao mesmo horário.
Valores previstos e alertas do Governo
As previsões do IPMA apontam para máximas que podem atingir os 44 graus Celsius e mínimas entre 24ºC e 28ºC em várias localidades.
Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta nacional face às temperaturas elevadas esperadas até segunda-feira e emitiu despachos excecionais que incluem a proibição do uso de maquinaria em atividades agrícolas.
Preparação e resposta a incêndios
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) colocou-se, na quarta-feira, em estado de prontidão especial nível III — classificado como intermédio/alto — por previsão de agravamento do perigo de incêndios rurais.
Na mesma data, o dispositivo nacional de combate a fogos rurais foi reforçado para operar na sua capacidade máxima.
Orientações da DGS para autarquias e comunidades
Também na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde divulgou recomendações dirigidas às câmaras municipais, destacando o papel local na preparação e na resposta às ondas de calor.
A DGS aconselha que as autarquias identifiquem e sinalizem as pessoas mais vulneráveis, mantenham listas atualizadas, promovam contactos preventivos e, sempre que possível, façam visitas domiciliárias.
Ao nível comunitário, a direção-geral recomenda a abertura de locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento), a disponibilização de água potável e a garantia do funcionamento dos bebedouros públicos. Sugere ainda o prolongamento de horários de bibliotecas, piscinas e outros equipamentos climatizados de proximidade.
Para espaços públicos, são propostas medidas práticas como o reforço das zonas de sombra, a instalação de estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento e a adaptação dos horários de trabalhos municipais ao ar livre.
Cooperação internacional e capacidade nacional
Na sexta-feira, o primeiro‑ministro anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o recurso a acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para fazer face aos incêndios. Segundo o executivo, estas medidas foram comunicadas garantindo que a capacidade nacional ainda não está esgotada.











