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No discurso de abertura do Congresso Nacional do PSD, em Sangalhos (Anadia), Luís Montenegro delineou a linha política que pretende manter até ao fim da legislatura: um governo de reforma, com ênfase na ação prática e na proximidade com as populações. O líder social-democrata apresentou essas prioridades num cenário internacional que, segundo ele, traz complexidade e riscos variados.
Vitórias eleitorais e sinais de confiança
Montenegro recordou as sucessivas vitórias do partido em diversas eleições, citando triunfos regionais nos Açores, três vitórias na Madeira, duas eleições legislativas e o desempenho nas mais recentes autárquicas.
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Ao evocar a recuperação da liderança da Associação Nacional dos Municípios Portugueses nas autárquicas de outubro de 2025, recebeu aplausos dos delegados. Foi uma das marcas que usou para mostrar renovada força local do partido.
Como descreveu o Governo
Falando sobre o executivo que dirige, Montenegro classificou-o com quatro características centrais: “reformista, personalista, humanista e interclassista”.
Essas etiquetas foram usadas para explicar a orientação política que diz querer consolidar até ao fim do mandato, sem entrar em disputas internas.
Traço de ação e promete foco até ao fim da legislatura
Para o período que falta de governo, Montenegro anunciou que o percurso será marcado por “humildade, resistência, persistência, proximidade, com muita ambição para Portugal”.
Reforçou essa ideia com um apelo ao trabalho prático: “Teremos o foco no futuro, sem intrigas e sem politiquice, com verdade, com reformismo e com coragem de ação. Estamos a governar para todos”, afirmou.
Contexto e mensagem
Ao longo do discurso, o líder do PSD procurou distanciar-se da política de bastidores e sublinhou a necessidade de respostas claras num quadro externo exigente. A ênfase recaiu na combinação entre reformas e apelo social, que Montenegro apresentou como via para manter apoio político e avançar com a agenda do Governo.












