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O Grupo Lusíadas Saúde encerrou 2025 com vendas de 474 milhões de euros, um aumento de 14% face a 2024, num ano dominado por um forte ritmo de aberturas. A administração fala já de 2026 como um período de consolidação das margens, enquanto prepara investimentos de 165,17 milhões de euros distribuídos até 2031.
Crescimento acelerado e efeito nas contas
O crescimento do grupo foi impulsionado pela abertura de quatro hospitais em 2025: Vilamoura, Passos de Ferreira, Maia e Campera (Carregado, Alenquer). Segundo o CEO Vasco Antunes Pereira, essas inaugurações fazem parte de uma estratégia de expansão rápida que exigiu investimentos substanciais em pessoal, equipamentos e infraestruturas.
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Esse esforço de expansão traduziu-se num aumento do volume de vendas, mas também pressionou a rentabilidade imediata. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) subiu ligeiramente, para 52 milhões de euros em 2025, contra 50,7 milhões em 2024. Ainda assim, a margem do EBITDA recuou devido ao elevado nível de investimento e aos custos associados ao crescimento.
Capacitação das novas unidades e recursos humanos
O foco de 2025 foi, conforme o CEO, dotar as novas unidades com equipas e tecnologia médica adequadas. Esse reforço passou por uma grande campanha de recrutamento.
O quadro de trabalhadores a tempo inteiro do Grupo Lusíadas subiu de 8.399 em 2024 para 9.402 no final de 2025, um acréscimo de 12%.
Investimentos anunciados e novos projectos
Em 22 de junho, o grupo revelou a abertura de uma nova unidade em Faro prevista para o fim de 2027 ou início de 2028, num investimento estimado em 60 milhões de euros e com a expectativa de criar cerca de 500 postos de trabalho.
O grupo também planeia abrir o Hospital Lusíadas Beloura no último trimestre deste ano, segundo o CEO, consolidando a presença na Grande Lisboa.
| Ano | Investimento (milhões €) |
|---|---|
| 2027 | 51,16 |
| 2028 | 33,45 |
| 2029 | 26,81 |
| 2030 | 26,98 |
| 2031 | 26,77 |
| Total | 165,17 |
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Desde a entrada do acionista Vivalto Santé, em 2022, o grupo aumentou a sua rede: passou de seis unidades para 16 hospitais, além de 31 clínicas dentárias. O CEO sublinha que as novas unidades não são construídas por si só, mas para colmatar lacunas de oferta de cuidados de saúde em regiões específicas.
Perspetivas para 2026
Para 2026, a administração espera que a maior parte dos esforços de investimento já realizados comecem a dar retorno. O objetivo é que as unidades atinjam uma «velocidade de cruzeiro» que permita recuperar margens e melhorar a rentabilidade operacional.
O ano seguinte será, nas palavras do grupo, de consolidação: prevê-se crescimento de vendas continuado, acompanhado por um aumento mais marcado da rentabilidade à medida que os novos hospitais suportem os custos de estrutura.












