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A CDU distrital de Braga e a CDU de Guimarães criticam a escolha de Paulo Portas para coordenar as comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, acusando o Governo de instrumentalizar um marco histórico para fins políticos. Os comunistas afirmam também que a deslocação do Executivo a Guimarães deixou sem resposta problemas locais considerados urgentes.
Contestação à nomeação
Em comunicado divulgado após o Conselho de Ministros realizado em Guimarães, a coligação qualificou a nomeação de Paulo Portas como inadequada. Argumenta que a escolha não segue critérios académicos e sublinha que o antigo vice-primeiro-ministro não é uma figura de consenso.
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A CDU acrescenta que Portas não mantém qualquer ligação reconhecida com Guimarães ou com as comunidades locais, e que o seu nomeignorar as personalidades e instituições do concelho com competências históricas.
Risco de instrumentalização da memória
Os comunistas alertam para o perigo de a comissão promover narrativas conservadoras. Defendem que as celebrações históricas devem apoiar-se em critérios científicos e historiográficos, evitando leituras políticas do passado.
Queixas sobre falta de respostas sociais
Num segundo comunicado, a CDU critica a ausência de medidas para trabalhadores dos setores têxtil, do vestuário, do calçado, da indústria, dos serviços e do comércio.
Segundo a coligação, o Governo nada anunciou sobre a valorização dos salários nem sobre o reforço do Serviço Nacional de Saúde, da escola pública ou da habitação.
Infraestruturas e projetos locais
A escolha do executivo por uma ligação em BRT entre Guimarães e Caldas das Taipas mereceu reprovação. A CDU acusa o Governo de Luís Montenegro de continuar a afastar a opção ferroviária entre Braga e Guimarães, que considera a melhor solução para a mobilidade entre as duas maiores cidades do distrito.
Há ainda críticas à transferência para a Câmara de Guimarães da execução do futuro Campus da Justiça e de obras de manutenção de equipamentos do Ministério da Justiça. A coligação lamenta a falta de esclarecimentos sobre o financiamento de intervenções como o Parque D. Afonso I, no campus de Azurém da Universidade do Minho, e sobre a reabilitação do rio Ave.
Conclusão e próximos passos
Para a CDU, a reunião do Conselho de Ministros em Guimarães ficou longe de resolver problemas concretos das populações e configurou, na sua opinião, uma oportunidade desperdiçada.
Os eleitos da CDU na Assembleia Municipal de Guimarães anunciaram que vão levar a questão da nomeação de Paulo Portas aos órgãos municipais, procurando debate local sobre o tema.












