PRR para a Cultura atinge todas as metas e vai além em vários objetivos, afirma ministério

Mostrar resumo Ocultar resumo


Portugal alcançou todas as metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o setor da Cultura e até superou vários objetivos. O Ministério da Cultura, Juventude e Desporto anunciou, no sábado, 5 de setembro, que foram canalizados recursos significativos para conservar património, modernizar equipamentos, digitalizar acervos e alargar o acesso cultural.

Montante e impacto geral

Segundo o ministério, foram mobilizados 330,4 milhões de euros para ações ligadas à cultura em todo o país. As verbas financiaram intervenções que vão desde a requalificação de museus e monumentos à modernização tecnológica de bibliotecas e salas de cinema, além de projetos de digitalização de coleções e arquivos.

A ministra Margarida Balseiro Lopes afirmou que os resultados confirmam um efeito transformador do PRR no setor cultural, com equipamentos mais preparados, acervos mais acessíveis e melhores condições para a preservação e divulgação do património.

Património cultural: investimentos e obras

Na componente dedicada ao Património Cultural, foi contratualizado com a União Europeia um financiamento de 243,2 milhões de euros. Esta dotação apoiou várias frentes de intervenção.

Intervenção de requalificação num museu com andaimes interiores
Requalificação de museus financiada pelo PRR em várias regiões.

Do total, 199,9 milhões de euros destinaram-se à requalificação e conservação de museus, monumentos e palácios públicos, incluindo a construção do Arquivo Nacional do Som. Outros 41,6 milhões financiaram obras nos teatros nacionais e 1,76 milhões foram aplicados no programa Saber Fazer.

Foram concluídas obras em 83 museus, monumentos e palácios, ultrapassando a previsão inicial de 81. Somando as intervenções nos teatros e aquelas ainda previstas até ao fim do ano, o PRR abrangerá **90 equipamentos culturais** repartidos por todas as regiões.

O processo contou com 180 empreitadas, dez aquisições de grande envergadura e mais de 700 procedimentos de contratação pública.

Redes culturais e transição digital

A componente de Redes Culturais e Transição Digital recebeu 87,2 milhões de euros para modernização tecnológica.

Os apoios alcançaram mais de 500 infraestruturas culturais, superando a meta inicial de 444. Entre elas estão mais de 300 bibliotecas municipais e polos de leitura — acima das 239 previstas — e mais de 170 cineteatros e centros de arte contemporânea, quando o objetivo era 155.

Digitalização de acervos e acessibilidade

O esforço de digitalização envolveu grandes arquivos e instituições nacionais. Foram digitalizadas cerca de 24 milhões de imagens da Biblioteca Nacional de Portugal e da Biblioteca Pública de Évora e aproximadamente 18,7 milhões de documentos da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.

Técnico a digitalizar arquivos num posto de digitalização
Processo de digitalização de milhões de imagens e documentos.

Além disso, o processo registou a digitalização de mais de 61 mil registos museológicos, a transferência para formato digital de mais de 1.350 filmes da Cinemateca Portuguesa e a criação de 67 visitas virtuais a museus — um número acima das 65 previstas.

Foram também digitalizadas cerca de 5.800 horas de arquivos televisivos, contribuindo para a preservação e o acesso remoto a conteúdos audiovisuais.

Livro, leitura e comércio do livro

No domínio do livro e da leitura, os apoios financeiros permitiram ir além das metas iniciais. Foram subsidiadas 1.370 obras no âmbito de traduções, edição de audiolivros e livros eletrónicos e iniciativas de transição digital, contra a meta inicial de 900.

A modernização digital beneficiou 138 livrarias, ultrapassando o objetivo de 120. A Plataforma de Empréstimo de Livros Eletrónicos foi alargada a mais de 400 bibliotecas públicas, quando a previsão era alcançar cerca de 300.

O que isto significa para o futuro

Os investimentos do PRR prometem deixar uma infraestrutura cultural mais robusta e coleções mais acessíveis, com impacto direto em conservação, investigação e fruição pública. Segundo o ministério, trata-se de recursos que ficarão disponíveis para as próximas gerações e que reforçam a ligação entre memória, conhecimento e inovação.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário