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Na abertura do Congresso do PSD, em Anadia, o líder do partido e primeiro‑ministro, Luís Montenegro, negou a existência de uma crise política iminente e pediu um ambiente de debate livre e focado no futuro. O encontro realiza‑se neste fim‑de‑semana, com sessões no Velódromo de Sangalhos, e serviu para traçar a linha política do partido até ao fim da legislatura.
Unidade, reformas e horizonte político
Montenegro iniciou o discurso sublinhando a necessidade de manter o partido unido. Prometeu uma discussão “livre, aberta e com sentido crítico” e afirmou que o PSD terá «o foco no futuro, sem intrigas e sem politiquice», defendendo um projeto assente em reformismo e ação corajosa.
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O primeiro‑ministro destacou que o país mudou nos últimos dois anos e que o Governo trabalha para um Portugal mais moderno, ambicioso e solidário entre regiões e gerações. Segundo ele, as transformações em curso são reais e visíveis.
Resposta ao chumbo da revisão laboral
Questionado sobre a votação parlamentar que, na sexta‑feira, chumbou a proposta de revisão das leis laborais, Montenegro criticou a oposição. Afirmou que alguns partidos valorizam a politiquice em detrimento da mudança e repetiu que lhes falta “a coragem, a firmeza e o sentido de responsabilidade”.
Recordou ainda que é fácil travar soluções ou deixar‑se guiar por comentadores e tendências das redes sociais. Para negociar, convergir ou ceder, disse, é preciso uma coragem genuína.
Acusações ao PS e comportamento do Chega
O líder social‑democrata acusou o PS de adotar uma “estratégia política manhosa”, ao tentar posicionar‑se de modo a forçar negociações centradas no Chega. Montenegro explicou que essa postura permitiria ao PS, depois, apresentar‑se como alternativa.
Sem citar o partido diretamente, criticou também o Chega por um comportamento marcado pela agitação e, por vezes, pela imaturidade. Em ambos os casos, apontou uma tendência para priorizar interesses pessoais ou de grupos específicos, em vez do interesse nacional.
Compromissos e rumo até 2026
Montenegro reiterou que o executivo tem cumprido os compromissos assumidos e garantiu não estar preocupado com o seu futuro político. Traçou um caminho até ao fim da legislatura pautado pela humildade, resistência, persistência e proximidade, com “muita ambição para Portugal”.
Como lema de governação, afirmou: “Nós não governamos por causa das eleições, mas a causa de ganharmos eleições é governarmos bem.”
Chegada ao Congresso e reação à imprensa
À chegada ao Velódromo de Sangalhos, o presidente do PSD rejeitou que exista um cenário de crise política em Portugal, descrevendo‑o como uma dissertação sem correspondência com a realidade e apontando que a comunicação social “tem sempre muitas razões para dissertar”.
Preferiu não falar com jornalistas à entrada e remeteu quaisquer comentários para a intervenção no plenário.
Com Lusa












