Palma Ramalho garante que voltará a implementar o pacote laboral e outras reformas por Portugal

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Recebida com aplausos e uma ovação de pé no Velódromo de Sangalhos, a ministra do Trabalho marcou presença no 43.º Congresso do PSD — um dia depois de o pacote laboral do Governo ter sido chumbado no Parlamento. Militantes saudaram Maria do Rosário Palma Ramalho fazendo um gesto de vitória com a mão direita.

Uma receção acima do habitual

Maria do Rosário Palma Ramalho foi aplaudida por congressistas e simpatizantes do partido durante a sua entrada no congresso, realizado este sábado, 20 de junho. A duração e intensidade da ovação superaram a que receberam outros membros do Executivo presentes no evento.

Discurso e prioridades anunciadas

Embora tenha afirmado não ser filiada ao PSD, a ministra dirigiu-se aos presentes como “companheiros” e “companheiras” e disse que continuará a promover as reformas propostas, em conjunto com o líder do partido, Luís Montenegro.

Palma Ramalho declarou que pretendia “prestar contas destes dois anos” de governação. Por esse motivo, acrescentou, não abordaria no seu discurso o acordo de valorização salarial com os parceiros sociais — um tema que, segundo ela, permitiu aumentar o salário mínimo e o salário médio.

Resultados que o Governo põe em destaque

Na sua intervenção, a ministra destacou que, graças a esse acordo salarial, Portugal terá sido o “país da OCDE onde os rendimentos mais cresceram em 2025”, expressão que utilizou para justificar medidas económicas do Executivo.

Defendeu ainda os apoios destinados aos mais pobres e frágeis e apresentou a prestação social única como uma das iniciativas prioritárias a discutir em sede parlamentar, no contexto do acordo negociado com o Chega.

Impacto social e argumentos

Palma Ramalho afirmou que as políticas implementadas já contribuíram para reduzir de forma significativa a taxa de pobreza e para melhorar o apoio a quem se encontra em situação de maior fragilidade.

Críticas ao processo e aos opositores

Referindo-se várias vezes às “circunstâncias” que envolvem a apresentação da reforma laboral, a ministra traçou um balanço crítico do processo. Falou em “vicissitudes deste processo” e acusou os sindicatos de terem difundido um “grau incrível de desinformação”.

Sem nomear diretamente outros partidos, afirmou que os “partidos da oposição, que apesar de se sentarem em lados opostos talvez não sejam tão diferentes assim” e acrescentou que, entre os seus adversários, “uns não suportam não estar no Governo e outros votam em função da sondagem do dia e das tendências do Tik Tok”.

Ao concluir a intervenção, considerou que o chumbo da iniciativa legislativa constitui, nas suas palavras, “uma oportunidade perdida para o nosso país”.

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