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A Argentina chega ao Mundial de 2026 como campeã e uma das principais favoritas, carregando a expectativas de revalidar o título. O trabalho de Lionel Scaloni e a continuidade do grupo transformaram a seleção numa equipa sólida, enquanto Lionel Messi, aos 38 anos, pode disputar o que será o seu sexto e possivelmente último ciclo mundial.
Favoritismo e contexto
Defender o troféu coloca a Argentina numa posição complexa: é vista como a equipa a bater, mas também enfrenta a estatística histórica que nenhum campeão conseguiu repetir o título nas últimas seis décadas e meia — nos últimos 64 anos não houve sucessores imediatos. Ainda assim, a albiceleste parte com credenciais reforçadas pela consistência do colectivo e pela qualidade individual do seu núcleo principal.
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Qualificação e números
A passagem pelo grupo sul-americano de apuramento foi tranquila para a Argentina. A equipa somou 12 vitórias em 18 jogos e terminou no primeiro lugar das eliminatórias da CONMEBOL com 38 pontos. No registo estatístico, liderou a competição em golos marcados e teve o segundo melhor registo em golos sofridos, evidenciando equilíbrio entre ataque e defesa — um traço ligado ao trabalho de Scaloni desde 2018.
Forma recente
Desde junho de 2025 a seleção manteve uma série de encontros particulares e de qualificação que ajudaram a consolidar rotinas. Entre os resultados estão vitórias expressivas em jogos amigáveis e um encontro de qualificação que terminou empatado em casa.
Alguns dos jogos recentes incluem confrontos contra Islândia e Honduras em terreno neutro, triunfos por 5-0 sobre Zâmbia e 2-1 frente à Mauritânia em encontros em casa, além de partidas pela qualificação como a derrota por 1-0 no Equador e a vitória por 3-0 sobre a Venezuela.
Tática e «onze» provável
Scaloni tem trabalhado com uma organização padrão que tende ao 4-3-3, privilegiando controle no meio-campo e libertando os avançados. Um esquema frequentemente apontado como base inclui Emiliano Martínez na baliza, uma linha de quatro defensores com Nahuel Molina e Nicolás Tagliafico nas faixas, e um trio de meio-campo com Alexis Mac Allister, Rodrigo De Paul e Enzo Fernández.

No ataque, a presença de Lionel Messi e Julián Álvarez é central, com Thiago Almada a oferecer desequilíbrio e criatividade pelas alas.
Treinador e liderança
Lionel Scaloni, treinador desde setembro de 2018, assumiu a equipa principal e construiu um período de sucesso que inclui vários troféus internacionais. Aos 48 anos, soma no palmarés pelo menos um título mundial, duas Copas América e uma Finalíssima.
O craque e outros destaques
Lionel Messi continua a ser a figura maior da equipa. Segundo os registos apresentados, tem 198 internacionalizações e 116 golos e representa o Inter Miami a nível de clubes. Entre os jovens a vigorar no radar figura Nico Paz, médio de 21 anos que atua no Como.
Convocados
| Posição | Jogadores (clube) |
|---|---|
| Guarda-redes (3) | Emiliano Martínez (Aston Villa, Inglaterra); Gerónimo Rulli (Marselha, França); Juan Musso (Atl. Madrid, Espanha) |
| Defesas (8) | Gonzalo Montiel (River Plate, Argentina); Nahuel Molina (Atl. Madrid, Espanha); Nicolás Otamendi (Benfica, Portugal / River Plate, Argentina); Cristian Romero (Tottenham, Inglaterra); Leonardo Balerdi (Marselha, França); Lisandro Martínez (Man. United, Inglaterra); Nicolás Tagliafico (Lyon, França); Facundo Medina (Marselha, França) |
| Médios (11) | Valentín Barco (Estrasburgo, França); Giovani Lo Celso (Betis, Espanha); Nico Paz (Como, Itália); Enzo Fernández (Chelsea, Inglaterra); Leandro Paredes (Boca Juniors, Argentina); Alexis Mac Allister (Liverpool, Inglaterra); Rodrigo de Paul (Inter Miami, EUA); Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen, Alemanha); Nicolás González (Atl. Madrid, Espanha); Giuliano Simeone (Atl. Madrid, Espanha); Thiago Almada (Atl. Madrid, Espanha) |
| Avançados (4) | Lionel Messi (Inter Miami, EUA); Julián Álvarez (Atl. Madrid, Espanha); Lautaro Martínez (Inter Milão, Itália); Flaco López (Palmeiras, Brasil) |
Dados adicionais
Segundo o registo disponível, a Argentina ocupa o 3.º lugar no ranking FIFA (referência de 1 de abril de 2026) e já alcançou o 1.º lugar em vários períodos históricos. A seleção conta com 18 presenças em fases finais e foi campeã em 1978, 1986 e 2022. A marca que veste a equipa é a Adidas desde 2002.
Estágio e preparação
O núcleo de preparação está definido em Kansas City: o alojamento previsto é o Origin Kansas City Riverfront e os treinos ocorrem no Sporting KC Training Center. A logística visa criar um ambiente de concentração antes do início da competição.
Relação com Portugal
O futebol português tem tradição de acolher jogadores argentinos e servir como plataforma de entrada para a Europa. Na atual convocatória surgem referências a atletas com ligação ao campeonato luso, como Nicolás Otamendi, embora o central esteja apontado como numa fase de transição na seleção. Outros nomes mencionados em pré-listas, entre eles Gianluca Prestianni, acabaram por não integrar a lista final para o Mundial.
O desafio para a Argentina é claro: manter o nível coletivo que lhe rendeu títulos e, se possível, repetir a glória. Revalidar o troféu seria a meta óbvia, mas a história recente dos Mundiais lembra que esse caminho é raramente simples.











