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A Polícia Judiciária anunciou a detenção, em Cascais, de um homem procurado pela Espanha para cumprir pena por integrar uma organização criminosa envolvida num esquema de burla. A prisão decorre de uma sentença relacionada com o caso conhecido como GetEasy.
Detenção e quadro penal
O detido, de 46 anos, foi capturado em cumprimento de um mandado de detenção europeu. Trata‑se de um condenado por crimes que remontam a 2014.
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Segundo a PJ, a pena aplicada foi de 10 anos e seis meses de prisão, dos quais faltam cumprir oito anos e cinco meses. Depois da detenção, o homem foi apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa e ficou em prisão preventiva enquanto decorre o processo de extradição para Espanha.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, os envolvidos criaram uma empresa de fachada para angariar investidores. Prometiam rendimentos obtidos com o aluguer de localizadores geográficos que os clientes supostamente adquiriam.
Para dar aparência de legitimidade, o grupo mantinha um site onde os investidores podiam ver o crescimento das aplicações e organizava reuniões de acionistas em hotéis de luxo. Na prática, os investidores nunca receberam os lucros prometidos.
Movimentações financeiras
A PJ acrescenta que o homem era responsável por uma das contas da empresa fraudulenta, que chegou a apresentar um saldo superior a 20 milhões de euros. A investigação aponta ainda transferências superiores a três milhões de euros para outra sociedade da qual o detido era administrador juntamente com alguns cúmplices da entidade principal.

Situação processual
O detido aguarda, em prisão preventiva, a decisão sobre a extradição para Espanha. A Polícia Judiciária divulgou a operação em comunicado, sem adiantar outros detalhes sobre eventuais procedimentos complementares em Portugal.











