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A Polícia Judiciária entregou às autoridades de Marrocos um homem de 35 anos suspeito de integrar uma rede que cobrava quantias elevadas para facilitar a entrada ilegal de pessoas em Espanha. O detido estava em prisão preventiva desde janeiro, depois de ter sido localizado na área de Cascais ao abrigo de um mandado internacional.
Transferência e situação processual
Segundo comunicado da polícia, a entrega do suspeito ocorreu na quinta-feira e foi divulgada publicamente esta sexta-feira. O indivíduo, de nacionalidade estrangeira, aguardava em prisão preventiva a sua extradição para Marrocos desde a detenção inicial.
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Acusações e possíveis penas
As autoridades apontam que os factos em investigação remontam a 2022. O suspeito é acusado de auxiliar a imigração ilegal e, se condenado, poderá enfrentar uma pena até cerca de 20 anos de prisão.
De acordo com a PJ, o esquema implicaria o pagamento de valores elevados para que as vítimas pudessem entrar irregularmente em Espanha. A investigação procura agora esclarecer o papel de cada interveniente na estrutura criminosa.
Ligação a outro detido
Investigações anteriores identificaram um segundo homem como participante da mesma rede. Esse indivíduo foi detido em dezembro de 2025 na região de Lisboa, também em cumprimento de um mandado internacional emitido pelas autoridades marroquinas.

O segundo suspeito já foi extraditado em janeiro para Marrocos, acrescentou a Polícia Judiciária, que coordena as diligências relacionadas com o caso.
Contexto e consequências
O processo sublinha a cooperação judicial entre Portugal e Marrocos na detenção e entrega de arguidos reclamados por autoridades estrangeiras. As autoridades continuam a investigação para reunir elementos que sustentem as imputações e eventual julgamento.












