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Uma carta oficial enviada em nome do rei Carlos III reafirmou que o príncipe Harry e a mulher, Meghan, não desempenham funções públicas pela família real e devem ser tratados como **cidadãos privados**. Segundo um porta‑voz dos duques de Sussex, o casal ficou “surpreendido” com a mensagem, divulgada depois do seu regresso ao Reino Unido.
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O documento foi assinado pelo Lord Chamberlain — o mais alto responsável da Casa Real — e distribuído a ministérios, às Forças Armadas, aos Lordes‑Tenentes e à equipa dos Sussex. Nele é recordado que, em janeiro de 2020, o duque e a duquesa cessaram as funções representativas em nome do Soberano e desde então não são membros ativos da família real.

A carta sublinha que essa posição não sofreu alterações e que será “continuamente respeitada”. A emissão do comunicado surge na esteira de pedidos de esclarecimento, quando a agenda oficial da monarquia entra num novo ciclo, conforme noticiou a CNN.
Questões de segurança e autoridades competentes
O texto também determina que questões operacionais relacionadas com o casal devem ser tratadas pelas autoridades policiais competentes. Harry tem pressionado o Ministério do Interior para que a proteção, financiada por contribuintes e reduzida quando o casal deixou o país em 2020, seja restabelecida para a sua família.
Fontes indicam que o Royal and VIP Executive Committee (RAVEC) deve reunir‑se esta semana para avaliar os dispositivos de segurança dos Sussex — a reunião pode acontecer já na terça‑feira, segundo informações em circulação.
Atividade filantrópica e correspondência privada
O Lord Chamberlain deixa claro que o trabalho de cariz solidário levado a cabo por Harry e Meghan é tratado como uma iniciativa pessoal, realizada em nome privado. Em suma, a carta descreve as atividades do casal como equivalentes às de **cidadãos comuns** com interesses empresariais e filantrópicos.
Além disso, toda a correspondência e os assuntos administrativos referentes aos Sussex devem ser enviados diretamente ao gabinete do casal, que continuará a operar de forma independente da Casa Real.
O regresso do casal ao Reino Unido, ocorrido nas últimas semanas com os filhos Archie e Lilibet — ambos já matriculados em escolas britânicas — ocorre depois de anos de tensão pública com outros membros da família real. A carta pretende, por agora, pôr os contornos formais dessa relação por escrito.












