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O Benfica travou a entrada de Tim Leiweke como acionista depois da compra, em abril, de uma participação na Benfica SAD. O impedimento apoia-se nos estatutos do clube e na existência de outros investimentos do investidor norte-americano em clubes europeus.
O que aconteceu
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Segundo a Bloomberg, fontes próximas ao negócio dizem que o clube português não autorizou a aquisição porque Leiweke detém interesses em outras equipas de futebol na Europa. A decisão colocou em pausa a operação anunciada no início de abril.
Termos comunicados ao regulador
Em abril, uma comunicação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) informou que a Entrepreneur Equity Partners SPV V, LLC — um fundo dos Estados Unidos — acordou com o presidente do Grupo Valouro a venda conjunta de 3.767.400 títulos. Esse lote foi descrito no documento como correspondente a 16,38% do total das participações do empresário português, conhecido pelo apelido “Rei dos Frangos”.

Os montantes envolvidos não foram tornados públicos. As partes registaram que o entendimento surgiu em 23 de abril e que o Benfica foi notificado no dia seguinte. No documento anexado à comunicação da Benfica SAD ao regulador, o vendedor afirmou: “A concretização da transmissão das ações está prevista para ocorrer até final do mês de julho de 2026”.
Base estatutária para o veto
Como recorda o ECO, o clube já comunicou à equipa de Leiweke que o artigo 13.º dos estatutos permite impedir aquisições superiores a 2% por investidores considerados detentores de interesses concorrentes. Foi essa norma que fundamentou a não autorização da operação.
Até que haja nova informação oficial das partes ou do regulador, mantém-se a incerteza sobre a concretização final da transmissão e sobre possíveis passos seguintes por parte do comprador ou do Benfica.












