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Silvana Peres lança um projeto musical que coloca a violência contra as mulheres no centro do debate. O álbum A Todas As Mulheres e o single Violência chegam aos palcos em concertos marcados em Lisboa e Ermesinde.
Um disco com objetivo cívico
O novo trabalho da fadista pretende ser mais do que um álbum: é apresentado como um gesto artístico e social contra estereótipos e contra todos os tipos de violência. A faixa de estreia, intitulada Violência, foi escrita por Marina Mota e funciona como porta de entrada para a mensagem do projeto.
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Silvana Peres explicou ao CM que a decisão de gravar a canção surgiu num contexto em que vinham a público muitos casos de violência doméstica, inclusive em círculos artísticos. Por isso reuniu treze cantoras para amplificar a denúncia: a ideia foi dar voz a um problema social e, ao longo da produção do disco, foram surgindo outras faixas que exploram diferentes facetas do universo feminino.
Autores, intérpretes e referências
O alinhamento privilegia criadoras portuguesas de várias gerações e percursos, reunindo compositoras, letristas e intérpretes que dialogam entre si e com a tradição da canção portuguesa.
- Teresa Muge
- Manuela de Freitas
- Maria do Rosário Pedreira
- Marina Mota
- Mafalda Arnauth
- Rita Marrafa de Carvalho
- Joana Alegre
- Joana Espadinha
- Elisa Rodrigues
- Teresinha Landeiro
- Marta Rosa
- Beatriz Felício
- Rita Dias
- Florbela Espanca (herança poética)
Nos palcos
As apresentações previstas incluem um concerto no Teatro Camões, em Lisboa, na sexta-feira, dia 24, e outro no Fórum Cultural de Ermesinde, no dia 9. Está também agendada uma atuação na Quinta da Regaleira, em Sintra, no dia 1 de agosto.
No palco com Silvana estarão músicos que formam a base instrumental do espetáculo: Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Rafael Carvalho (viola), Carlos Meneses (contrabaixo), Carlos Lopes (acordeão), Manuel Oliveira (piano) e Ruca Rebordão (percussões). O conjunto procura traduzir, em arranjos, o discurso coletivo do disco.












