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Um colapso em treino, em março de 2001, mudou para sempre a vida de Ståle Solbakken: sete minutos em paragem cardiorrespiratória, um coma e o fim precoce da carreira de jogador. O episódio, contudo, acabou por acelerar a sua transição para o banco e moldar a carreira de treinador que hoje lidera a seleção norueguesa.
O dia em que o jogo virou
Enquanto atuava como médio no F.C. Copenhagen, Solbakken caiu inanimado durante uma sessão de treino e só recuperou sinais vitais depois de manobras de reanimação realizadas pelo médico do clube, Frank Odgaard. O pulso do jogador foi restabelecido após cerca de sete minutos e ele foi transportado de urgência para o hospital, onde permaneceu em coma por aproximadamente 30 horas.
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Segundo relatos citados pela FIFA, Odgaard chegou a considerar o jogador sem sinais clínicos de vida. Foi também detectado um problema cardíaco que exigiu a colocação de um marca‑passo, depois do que a carreira profissional de Solbakken como atleta terminou.
O próprio treinador admitiu que o episódio o marcou profundamente, mas assegurou que, desde então, a sua saúde tem estado estável. Solbakken reconheceu ainda que a experiência o empurrou para a vertente técnica mais cedo do que talvez aconteceria naturalmente.
Da estreia no banco aos títulos
No ano seguinte ao incidente, em 2002, com 34 anos, Solbakken tomou o seu primeiro cargo como treinador principal no HamKam. A partir daí construiu uma trajetória consistente, com destaque para os anos ao serviço do Copenhagen, clube que guiou à conquista de oito títulos nacionais.
Noruega e a campanha no Mundial
Em 2020, Solbakken assumiu o comando da seleção da Noruega, regressando o país a fases finais de um Mundial pela primeira vez desde 1998 — edição em que a equipa alcançou os oitavos de final. A participação de 2026 tem sido impulsionada por um ataque potente, centrado na figura de Erling Haaland.
A estreia da Noruega nos Estados Unidos foi positiva: vitória por 4-1 sobre o Iraque, num jogo disputado na terça‑feira. Após o encontro, e de acordo com a agência Reuters, o treinador afirmou que os jogadores poderão desfrutar de um merecido período de descanso antes do próximo compromisso.
O confronto seguinte está marcado para 23 de junho, frente ao Senegal. Solbakken não minimizou o adversário: disse ter acompanhado o encontro entre França e Senegal e considerou que a equipa africana aparentou sólida organização durante grande parte da primeira parte. “É nisso que nos queremos concentrar”, afirmou.












