Mundial 2026: Marrocos convence prodígio escolar ligado à França

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Aos 18 anos, Ayyoub Bouaddi entrou no Mundial com uma prestação que chamou a atenção e que confirmou a escolha de jogar por Marrocos em vez da França. Fora do campo destaca‑se igualmente um percurso académico atípico: ainda adolescente venceu um concurso de oratória e garantiu uma vaga numa licenciatura em Matemática e Física.

Um percurso inteligente além do futebol

Quando tinha 15 anos, Bouaddi ganhou um concurso de oratória no Palácio do Eliseu, debatendo o tema “O resultado é superior ao método?”. Pouco depois recebeu uma menção honrosa nas ciências e assegurou um lugar numa licenciatura em Matemática e Física.

O próprio jogador explicou ao The Guardian que os estudos «ajudam‑no a manter a mente ativa» e que aproveita o tempo livre para continuar a desenvolver essa vertente intelectual.

Convocatória por Marrocos e autorização da FIFA

A mudança de seleção teve o aval da FIFA com base nas suas raízes familiares, apesar de Bouaddi ter alinhado por escalões jovens da França. Em publicação no Instagram, o médio deixou claro o seu sentimento sobre a escolha: «Tenho e sempre terei orgulho na minha dupla nacionalidade».

O seleccionador Mohamed Ouahbi rejeitou preocupações sobre a idade do jogador, dizendo ao El País que avalia o rendimento e não a idade. Segundo o treinador, houve várias conversas para o convencer a optar por Marrocos e Bouaddi traz já experiência de primeira liga em França.

Estreia sólida no Mundial

No empate 1-1 com o Brasil, Bouaddi assumiu responsabilidades no meio‑campo e foi colocado frente a jogadores como Casemiro, Fabinho e Bruno Guimarães.

As estatísticas do encontro sublinharam o impacto do jovem: registou 90% de eficácia nos passes e fez seis recuperações de bola. O desempenho reforçou a confiança da equipa técnica e dos adeptos que acompanharam a estreia.

Interesse do mercado e reconhecimento

Formado no Lille, onde continua a jogar, Bouaddi tem sido apontado em notícias internacionais como alvo potencial de outros clubes, segundo o The New York Times. Ainda assim, o próprio jogador mantém o foco na competição: «Mas, para já, estou apenas concentrado no Mundial com Marrocos e vamos tentar dar tudo para fazer o nosso melhor».

O reconhecimento também veio de colegas: Chemsdine Talbi, que atua no Sunderland, descreveu‑o como «um grande jogador», enquanto Francisco Geraldes, ex‑Sporting, deixou um comentário elogioso numa publicação nas redes sociais: «Posso dizer que avisei».

Com a exibição diante do Brasil, Bouaddi apresentou‑se como uma opção séria para Marrocos neste Mundial. Resta saber como o jovem gerir‑á a exposição e as oportunidades que podem surgir depois do torneio.

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