Suplentes derrotaram titulares e Suíça sorriu no fim, crónica de João Pinheiro

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A Suíça derrotou a Bósnia por 4-1 num jogo decidido nos minutos finais, com dois golos de Johan Manzambi e uma expulsão que acabou por condicionar o resultado. A partida também ficou marcada por intervenções decisivas do banco e por um penálti convertido por Granit Xhaka.

Como se desenrolou o jogo

A primeira parte foi de claro domínio suíço em termos territoriais e de posse, mas sem ocasiões de golo flagrantes para nenhuma das equipas. A seleção helvética contou com Breel Embolo como referência ofensiva e tentou pressionar a saída de bola da Bósnia, onde Dzeko apareceu menos vezes com a bola nos pés.

A Bósnia resistiu às investidas e ainda esboçou algumas saídas, porém o intervalo chegou sem alterações no marcador.

No segundo tempo o jogo ganhou mais intensidade. Um lance destacado foi a tentativa de bicicleta de Ndoye, que obrigou Nikola Vasilj a uma defesa atenta; pouco depois o mesmo guarda-redes dividiu com o poste num cabeceamento de Embolo.

Golos e reviravolta

Aos 74 minutos, Johan Manzambi abriu o placar ao aproveitar um corte incompleto da defesa bósnia e rematar de primeira. O médio do Friburgo, lançado como suplente, apresentou-se com instinto de finalizador naquele momento decisivo.

Aos 79 minutos o encontro mudou ainda mais: o árbitro João Pinheiro expulsou Tarik Muharemovic, deixando a Bósnia com dez jogadores. Essa decisão acabou por desnivelar a balança.

Com vantagem numérica, a Suíça ampliou por Rubén Vargas aos 84′ e Manzambi voltou a marcar aos 90′. A reação bósnia surgiu quase de imediato: Ermin Mahmic, que tinha entrado pouco antes, reduziu para 3-1 aos 90+3′. No período de compensação, uma grande penalidade assinalada pelo mesmo árbitro permitiu a Granit Xhaka fechar o resultado em 4-1 aos 90+6′.

A influência das substituições

Os golos tardios provaram o impacto direto das opções do banco. Manzambi e Vargas, ambos suplentes, foram determinantes no ataque suíço. Do lado bósnio, a entrada de Mahmic trouxe imediata resposta, ainda que insuficiente para evitar a derrota.

O árbitro e o momento-chave

A atuação de João Pinheiro ganhou destaque pela expulsão de Muharemovic e pela marcação do penálti que selou o resultado. A redução para dez jogadores foi um ponto de viragem que teve consequências diretas no desenlace final.

Implicações para o grupo

O triunfo coloca a Suíça numa posição mais confortável rumo à fase seguinte do torneio. A Bósnia continua em prova e ainda pode ambicionar o apuramento através do terceiro lugar; na última jornada terá pela frente o Qatar.

Conclusão

O 4-1 final ficou marcado por um desequilíbrio tardio: durante grande parte do jogo a diferença em campo não correspondeu ao placar. A expulsão e as opções de banco acabaram por decidir um encontro que, até aos minutos finais, se mantinha mais equilibrado do que o resultado sugere.

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