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O Brasil voltou a mostrar sinais de reação no Mundial: depois de duas exibições mornas, a seleção venceu a Escócia por 3-0 e deixou o treinador Carlo Ancelotti a sublinhar uma nova coesão. A subida de rendimento traz de volta a ambição do hexa — mas as próximas fases prometem adversários mais exigentes.
Brasil sobe o nível
Depois de um começo inseguro diante de Marrocos e de uma vitória pouco esclarecedora contra o Haiti, a Canarinha exibiu maior fluidez e eficácia frente à Escócia.
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As trocas de bola ganharam rapidez e jogadores como Vinícius Júnior e Matheus Cunha apareceram com mais personalidade. O resultado — 3-0 — não resolve tudo, mas confirma uma tendência de crescimento.
O próximo adversário virá de um trio mais duro: Países Baixos, Japão ou Suécia. Qualquer um desses rivais representa um salto de dificuldade em relação a Haiti e Escócia. Ainda assim, a seleção brasileira mostrou argumentos que alimentam o sonho do título.
Surpresa no outro grupo
A Coreia do Sul começou o torneio bem e deixou boa impressão ao derrotar a Chéquia na primeira jornada. Mesmo assim, acabou surpreendida.
A África do Sul garantiu o segundo lugar do grupo ao vencer os sul-coreanos e selou a qualificação. A Coreia terminou com três pontos e terá de aguardar a definição dos cruzamentos para saber o seu destino.
Outros resultados relevantes
Marrocos precisava de uma goleada para consolidar o primeiro lugar e acabou a vencer o Haiti por 4-2. O destaque vai para o esforço do conjunto caribenho, que marcou dois golos — o mesmo número conseguido na única presença anterior em Mundiais, em 1974.
Os marroquinos mantêm o favoritismo, mas terão de subir de ritmo para corresponder às expectativas criadas. A ausência de Ayyoub Bouaddi no onze titular foi nota comentada após o jogo.
Já o México confirmou a liderança do seu grupo ao golear a Chéquia por 3-0. Com nove pontos somados, foi a primeira seleção a atingir a pontuação máxima neste Mundial.
Golo do dia
O terceiro golo do Brasil nasceu de uma jogada veloz, com passes de primeira e pouco espaço para a defesa adversária. Matheus Cunha finalizou a ação e consolidou a vitória — o ponta que não começou o torneio como titular parece ter assegurado um lugar na rotação da equipa.
Frase do dia
“Agora estamos a jogar como uma equipa, esse é o objetivo. Não estamos perfeitos, temos coisas a melhorar. Podemos ser um pouco mais rápidos quando temos o controlo. Estou contente porque a equipa melhorou muito, agora estamos sólidos. No mata-mata a solidez é muito importante. Temos uma equipa sólida. Comparando com o primeiro jogo, temos menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente”, afirmou Carlo Ancelotti após a vitória.
Jogador do dia
Lucas Bergvall, de 20 anos, surgiu como destaque da Suécia apesar de não ter sido titular nas duas primeiras partidas do grupo. Considerado promessa desde a adolescência, seguiu caminho controlado no futebol sueco.
Formado no Brommapojkarna, passou depois pelo Djurgårdens antes de a transferência para o Tottenham se concretizar por cerca de 20 milhões de euros. Em Londres tem vivido um percurso irregular, mas continua numa lista de nomes a vigiar.
Camisola do dia
A seleção da Costa do Marfim mantém o tradicional conjunto laranja e verde, com o elefante como símbolo. A combinação colorida e o emblema resumem a identidade do país em cada Mundial.
Músicas do dia
Rich Kalashh — Entre Nos 2. Uma vibe quente para despedidas em Curaçau.
Magic System — 1er Gaou. Clássico da Costa do Marfim, ligado ao zouglou e ao coupé-décalé.
Julio Jaramillo — Nuestro Juramento. Ícone equatoriano cujas baladas mantêm eco até hoje.
Booka Shade — Darko. A dupla alemã destaca-se pelas texturas eletrónicas nos primeiros álbuns.
Azu Tiwaline — Blowing Flow. Música tunisina que mistura ambientes quase ASMR com ritmos tribais.
Doe Maar — Belle Hélène. Nederpop clássico de uma banda com raízes nos anos 1970.
Miki Matsubara — Mayonaka No Door. Uma peça marcante da pop japonesa, com arranjos de cordas e sintetizadores.
The Cardigans — Lovefool. Banda sueca que rapidamente ultrapassou fronteiras nos anos 1990.
RÜFÜS DU SOL — Innerbloom. Trio australiano conhecido pelo seu alcance na música eletrónica.
Milk Shake — Flow Calle. Mistura folclore paraguaio com sonoridades urbanas contemporâneas.
islandman — Sumeru. Produtor turco que trabalha fusões entre tradição e eletrónica.
Dijon — Yamaha. Faixa de um dos álbuns mais destacados de 2025, com ecos de R&B e hip-hop experimental.












