Iniciativa Liberal diz ao Governo que não pode contar com Chega para reformas

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Na reunião do conselho nacional em Lisboa, a Iniciativa Liberal criticou a reação do Governo à reforma laboral e avisou que o Chega não pode ser considerado um parceiro de mudanças. A presidente do partido, Mariana Leitão, pediu um caminho mais ambicioso e anunciou também uma proposta para alterar a Lei de Bases da Proteção Civil.

Blocos opostos no Parlamento

A IL votou a favor da proposta do Executivo para rever a legislação laboral, mas o texto foi rejeitado na generalidade. Na votação de sexta-feira, os partidos à esquerda — PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP — e o Chega bateram o documento, depois de o partido de André Ventura não ter fechado um acordo com o PSD.

Mariana Leitão disse que o Governo se proclama parte de um “bloco reformista”, mas que isso exige mais do que apresentar uma iniciativa tímida e aguardar o seu chumbo. Segundo a líder, é preciso construir um caminho diferente, com propostas que tenham maior alcance e ambição.

Críticas diretas ao Chega e à estratégia política

A presidente da IL acusou o Chega de se apresentar como força de ruptura, mas de votar com a esquerda quando tal convém. Em termos directos, afirmou que o partido, “para salvar o país, tem de o destruir primeiro”.

A Iniciativa Liberal afirmou que continuará a pressionar no Parlamento com propostas sustentadas por dados e por exemplos de sucesso na Europa, buscando avançar além do impasse atual.

Plano para a Proteção Civil

Na mesma reunião, a IL anunciou que vai apresentar uma reforma da Lei de Bases da Proteção Civil. O partido sublinhou que, passados nove anos sobre os incêndios de Pedrógão Grande e depois do “apagão” de 2025 e das tempestades do início do ano, a lei manteve-se, essencialmente, intocada.

A proposta apresentada pela direção do partido assenta em quatro eixos principais:

  • Da reação para a prevenção — priorizar medidas antecipatórias em vez de respostas apenas após a ocorrência dos riscos.
  • Proteção de infraestruturas críticas — identificar e defender instalações essenciais para a sociedade.
  • Reforço do papel do cidadão — devolver aos cidadãos uma posição ativa na prevenção e resposta a crises.
  • Atualização face aos riscos atuais — adaptar a legislação aos novos desafios climáticos e tecnológicos.

O partido não detalhou prazos para a entrega da proposta, mas colocou o tema como prioridade política após os episódios recentes que expuseram fragilidades no sistema de proteção civil.

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