José Luís Carneiro classifica como ‘ridículas’ as alegações de entendimento com o partido Chega

Mostrar resumo Ocultar resumo

O secretário‑geral do PS, José Luís Carneiro, acusou hoje o PSD de lançar “insinuações ridículas” ao sugerir um acordo entre socialistas e o Chega. Em Póvoa de Varzim, reagiu ainda às declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo, na sexta‑feira, da revisão laboral e pediu esclarecimentos públicos aos líderes da direita.

Resposta do PS às acusações do PSD

Carneiro classificou as insinuações do PSD como uma inversão de responsabilidades. Segundo o líder socialista, é a direita que tentou consolidar um entendimento entre os seus partidos, e não o PS que estabeleceu qualquer coligação com o Chega.

O dirigente acrescentou que, longe de existir uma aliança com André Ventura, o PS tem sido proponente de várias medidas que outros partidos por vezes apoiam em votação.

O que o líder socialista descreveu como um entendimento à direita

À margem da iniciativa Rota pela Economia do Mar, Carneiro recordou encontros e contactos prolongados entre a AD e o Chega. Para ele, houve uma aproximação política que, na sua avaliação, se estendeu até ao momento da votação parlamentar.

Carneiro referiu ainda que as declarações no debate na Assembleia da República deram a entender haver um acordo fechado entre os intervenientes. Essa perceção, disse o secretário‑geral, foi contrariada quando a revisão laboral foi votada e acabou por ser chumbada.

Implicações alegadas para as pensões e custos fiscais

O secretário‑geral levou o debate para as consequências financeiras que, segundo ele, teriam resultado do acordo proposto entre Luís Montenegro e André Ventura. Carneiro afirmou que Ventura proclamou publicamente ter acordado com o primeiro‑ministro alterações à idade de reforma e à CES.

De acordo com o líder do PS, o alegado entendimento incluiria cortes diretos nas prestações. Ele chegou a apontar que as negociações teriam previsto reduzir em 12% as pensões atualmente pagas, além de pôr em risco as pensões futuras dos mais jovens.

Carneiro estimou que a medida equivaleria a um impacto anual na ordem dos 4,5 mil milhões de euros. Acrescentou que, se a economia não fosse compensada por cortes, a alternativa seria aumentar impostos ou elevar as contribuições para a Segurança Social, tanto de trabalhadores como de empresas.

O secretário‑geral concluiu exigindo que Luís Montenegro e André Ventura expliquem publicamente o conteúdo e o custo das negociações que, nas suas palavras, deram origem a este “triste espetáculo”.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário