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No congresso nacional do PSD em Anadia, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário da Palma Ramalho, elogiou a postura do primeiro‑ministro e admitiu que a proposta de revisão das leis laborais, chumbada na sexta‑feira pelo parlamento, não será o fim da intervenção do Governo nessa área. A intervenção suscitou uma receção calorosa entre os delegados sociais‑democratas.
Receção no palco
Quando o presidente da mesa do congresso, Miguel Albuquerque, anunciou o nome da ministra, os congressistas levantaram‑se e brindaram‑na com uma longa salva de palmas. Maria do Rosário Palma Ramalho mostrou‑se visivelmente emocionada com a acolhida.
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O momento sublinhou o apoio interno que a ministra recebeu apesar do revés legislativo na Assembleia da República.
O que disse no discurso
Na sua intervenção, Palma Ramalho defendeu que, enquanto titular da pasta do Trabalho, a sua função se limitou a apresentar e a defender a proposta de alteração das leis laborais. Agradeceu publicamente o empenho e o suporte do primeiro‑ministro ao longo do processo.
Num tom político, assumiu confiança em avançar novamente com reformas: “se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas”, disse, apontando para a continuidade da agenda do Executivo.
Defesa das contas da Segurança Social
A ministra elogiou o que chamou o “sentido de Estado” de Luís Montenegro pela recusa em trocar a aprovação da reforma por medidas que, na sua opinião, colocariam em risco a sustentabilidade da Segurança Social.
Explicou que o primeiro‑ministro rejeitou negociar a passagem da proposta com a exigência de baixar a idade de reforma ou introduzir um plafonamento, medidas que, nas suas palavras, teriam “inevitavelmente quebrado o contrato de confiança entre os portugueses e o Estado quanto à garantia das suas pensões futuras”.
Sobre essa decisão governamental, registou que “a opção do Governo não poderia ter sido outra, a bem dos portugueses”.
O chumbo e as críticas
A ministra qualificou o bloqueio parlamentar como uma perda para a economia: considerou que o veto representou “uma oportunidade perdida” para melhorar a competitividade de Portugal.
Palma Ramalho também denunciou, durante o discurso, um elevado nível de desinformação em torno do projeto e a crescente politização da ação sindical. Referiu‑se aos adversários políticos de forma crítica: apontou que alguns transformaram a reforma numa afronta pessoal por não fazerem parte do Governo, enquanto outros, alegou, votaram segundo a oscilação das sondagens e tendências nas redes sociais.
Por fim, manteve a expectativa de que o executivo voltará a insistir nas reformas laborais, retomando o debate político sobre alterações que considera necessárias para o mercado de trabalho e a economia.












