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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que o tráfego de navios pelo estreito de Ormuz aumentou neste sábado, enquanto forças americanas mantêm vigilância para assegurar o cumprimento do cessar‑fogo acordado com o Irão. A movimentação de embarcações reacendeu preocupações sobre a segurança da rota que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
Movimento de navios e capacidade de transporte
Segundo o Centcom, 55 navios mercantes cruzaram hoje o estreito, carregando grandes quantidades de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo destinados aos mercados internacionais. As forças dos EUA afirmaram que a passagem segura pela via navegável se manteve intacta durante a travessia.
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O comunicado acrescenta que o tráfego aumentou a 20 de junho, enquanto unidades americanas continuavam a operar na região em apoio à liberdade de navegação. Na quinta‑feira foram registadas 25 passagens, um número cinco vezes superior à média dos primeiros dez dias de junho e sem precedentes desde meados de abril.
Tensão com Teerão e ameaças de novo bloqueio
O anúncio do aumento do tráfego surge após Teerão indicar que poderia voltar a fechar o estreito de Ormuz em retaliação a ataques de Israel no sul do Líbano. O Irão criticou os Estados Unidos por não terem cumprido o primeiro ponto de um memorando de entendimento de 14 itens — a garantia de cessação das operações israelitas no Líbano.
Em comunicado, as forças norte‑americanas disseram que “mantêm‑se presentes e vigilantes para garantir que todos os aspetos do acordo com o Irão são cumpridos, obedecidos e em pleno vigor e efeito”.
O exército iraniano advertiu: “Se a agressão continuar, outras medidas serão planeadas e implementadas para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações”.
Contexto estratégico e vítimas dos confrontos
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica entre o Oceano Índico e o Golfo Pérsico. Antes do conflito citado no comunicado — iniciado por ataques israelo‑americanos ao Irão em 28 de fevereiro —, por ali transitaria cerca de um quinto da produção petrolífera mundial.
Apesar do cessar‑fogo em vigor desde a noite de sexta‑feira, o Ministério da Saúde libanês relatou que os bombardeamentos israelitas, que as autoridades de Jerusalém descrevem como resposta a ataques do movimento xiita Hezbollah, provocaram mais de 50 mortes num período de 24 horas.
O que está em jogo
A região segue sob forte vigilância internacional. A segurança do estreito tem impacto direto no abastecimento energético global e na estabilidade do comércio marítimo.
Com potências militares posicionadas na área e discursos de retaliação a circular, a atenção permanece voltada para as próximas decisões de Teerão e para as ações das forças internacionais que monitoram a passagem.












