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A Argélia regressa a um Mundial depois de 12 anos com uma geração experiente — e a sensação de que 2026 pode ser a última oportunidade para figuras como Riyad Mahrez brilharem em fases finais. Com Vladimir Petković ao leme, a equipa apresenta-se organizada e ambiciona passar a fase de grupos num grupo onde a Argentina surge como favorita.
Contexto e ambições
A campanha de Marrocos no Qatar-2022 deixou uma marca em todo o Norte de África e alimentou a pergunta: por que não a Argélia? A seleção argelina volta a disputar uma fase final do Mundial depois da última presença em 2014, quando alcançou os oitavos de final e esteve perto de bater a Alemanha, futura campeã.
No grupo J, Argélia aposta em Mahrez e em novo treinador para pôr fim à seca da equipa do deserto
Minho em aviso amarelo por trovoadas, granizo, chuva intensa e rajadas até 90 km/h

Hoje, a equipa combina veteranos com talento a despontar na Europa. A qualificação, fechada no primeiro lugar do grupo G com 25 pontos, reforçou a sensação de estabilidade sob a direção de Petković. Ainda assim, a desilusão na última CAN é presente na memória dos adeptos e será um factor motivador.
Grupo e objetivo prático
O objetivo imediato passa por discutir o segundo lugar do grupo com Áustria e Jordânia, já que a Argentina é apontada como a formação mais forte da chave. Avançar da fase de grupos é definido internamente como um bom resultado e a meta realista para a seleção.
Os adeptos argelinos, conhecidos pelo apetite em criar atmosfera — com cânticos e manifestações de apoio que costumam marcar presença — serão uma peça importante durante a deslocação à América do Norte, apesar das limitações em relação a pirotecnia nos recintos.
Ficha rápida
- Ranking FIFA (1/4/2026): 28.º
- Melhor ranking FIFA: 15.º (outubro de 2014)
- Patrocinador: Adidas (desde 2015)
- Alcunha: Os Verdes e Raposas do Deserto
- Presenças em fases finais: 4
- Última participação: 2014 (oitavos de final)
- Qualificação: 1.º lugar no grupo G da CAF (25 pontos em 10 jogos)
- Expectativa: ultrapassar a fase de grupos
Forma recente
- Jogo particular, 3/6: Países Baixos (fora) 1–0 (V)
- Jogo particular, 31/3: Uruguai (neutro) 0–0 (E)
- Jogo particular, 27/3: Guatemala (neutro) 7–0 (V)
- CAN, 10/1: Nigéria (neutro) 0–2 (D)
- CAN, 6/1: Congo (neutro) 1–0 a.p. (V)
- CAN, 31/12: Guiné Equatorial (neutro) 3–1 (V)
- CAN, 28/12: Burkina Faso (neutro) 1–0 (V)
- CAN, 24/12: Sudão (neutro) 3–0 (V)
- Taça Árabe, 12/12: EAU (neutro) 1–1 (6–7 g.p.) (E)
- Taça Árabe, 9/12: Iraque (neutro) 2–0 (V)
- Taça Árabe, 6/12: Bahrain (neutro) 5–1 (V)
- Taça Árabe, 3/12: Sudão (neutro) 0–0 (E)
- Jogo particular, 18/11: Arábia Saudita (fora) 2–0 (V)
- Jogo particular, 13/11: Zimbabué (neutro) 3–1 (V)
- Jogo particular, 14/10: Uganda (casa) 2–1 (V)
- Jogo particular, 9/10: Somália (casa) 3–0 (V)
- Qualificação CAF, 8/9: Guiné (neutro) 0–0 (E)
- Qualificação CAF, 4/9: Botswana (casa) 3–1 (V)
- Jogo particular, 10/6: Suécia (fora) 3–4 (D)
- Jogo particular, 5/6: Ruanda (casa) 2–0 (V)
Plano tático e onze provável
Petković tem apostado num desenho em 4-2-3-1 que privilegia organização defensiva e transições rápidas. A versão base apontada para o Mundial inclui:

Guarda-redes: Luca Zidane
Defesa: Rafik Belghali, Aïssa Mandi, Ramy Bensebaini, Rayan Aït-Nouri
Médio defensivo/centro: Ramiz Zerrouki, Hicham Boudaoui
Ofensivos: Riyad Mahrez, Ibrahim Maza, Farès Chaïbi
Avançado: Mohamed Amoura
O treinador
Vladimir Petković (Suíça, 62 anos) assumiu a seleção em fevereiro de 2024. O currículo inclui passagens por clubes e seleções como Lugano, Young Boys, Sion, Lazio, Bordéus e a própria seleção suíça. No palmarés figuram duas conquistas registadas: uma Taça italiana e um título na quarta divisão suíça.
Os jogadores em destaque
O nome maior do conjunto é Riyad Mahrez, 35 anos, atualmente no Al Ahli. A carreira do extremo inclui Leicester e Manchester City. A aposta em jovens promissores passa por Ibrahim Maza (20 anos), meia do Bayer Leverkusen, apontado como a grande revelação desta equipa.
Quanto a referências históricas, Aïssa Mandi é o jogador com mais internacionalizações (116) e Islam Slimani mantém-se como o maior goleador da história da seleção, com 45 golos.
Convocados para o Mundial (26)
- Guarda-redes (3): Luca Zidane (Granada), Oussama Benbot (USM Alger), Melvin Mastil (Stade Nyonnais)
- Defesas (9): Aïssa Mandi (Lille), Ramy Bensebaini (Borussia Dortmund), Mohamed Amine Tougai (Espérance de Tunis), Rayan Aït-Nouri (Manchester City), Jaouen Hadjam (Young Boys), Rafik Belghali (Hellas Verona), Zineddine Belaïd (JS Kabylie), Achref Abada (USM Alger), Samir Chergui (Paris FC)
- Médios (7): Nabil Bentaleb (Lille), Ramiz Zerrouki (Twente), Hicham Boudaoui (Nice), Farès Chaïbi (Eintracht Frankfurt), Houssem Aouar (Al Ittihad), Ibrahim Maza (Bayer Leverkusen), Yacine Titraoui (Charleroi)
- Avançados (7): Riyad Mahrez (Al Ahli), Mohamed Amoura (Wolfsburgo), Amine Gouiri (Marselha), Anis Hadj Moussa (Feyenoord), Adil Boulbina (Al Duhail), Nadhir Benbouali (Győri ETO), Farès Ghedjemis (Frosinone)
Estágio e preparação
A Argélia instalou o seu centro de estágio no The Oread Lawrence, em Lawrence, e tem utilizado as instalações da University of Kansas para treinos. A escolha do local insere-se na logística de preparação antes da deslocação às sedes do torneio.
Relação com Portugal
O historial entre o futebol argelino e Portugal passa por jogadores que fizeram carreira na Primeira Liga. Islam Slimani foi uma figura de destaque no Sporting entre 2013 e 2016 e regressou na segunda metade de 2021/22. Yacine Brahimi deixou também memória no FC Porto, onde foi campeão e se destacou pelo futebol técnico e capacidade de desequilíbrio.











