Líderes latino-americanos mobilizam ajuda para a Venezuela após sismos devastadores

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Dois fortes sismos de magnitude 7,2 e 7,5 abalaram o norte da Venezuela, deixando pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos — e provocando uma onda de ofertas de socorro de governos da região. Vários países da América Latina anunciaram envio de equipas, material e apoio logístico para a resposta à emergência.

Ofertas concretas de ajuda

O México afirmou que já está em contacto com as autoridades venezuelanas e iniciou a preparação de assistência humanitária, incluindo equipas de resgate e unidades médicas especializadas.

Do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou ter determinado uma avaliação das necessidades e das “medidas de assistência” que o país pode prestar, reafirmando o compromisso de apoio à recuperação das áreas afetadas.

O Equador anunciou o envio imediato de auxílio. O presidente Daniel Noboa disse que o país responderá com rapidez e empenho diante da emergência.

A Presidência argentina transmitiu disponibilidade para colaborar com assistência humanitária, em coordenação com organizações internacionais. Em nota assinada pelo presidente Javier Milei, o governo argentino estendeu solidariedade ao povo venezuelano apesar de divergências políticas.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, detalhou uma oferta específica: 300 socorristas e paramédicos, além de cerca de 50 toneladas de equipamento, medicamentos e mantimentos prontos para seguir rumo a Caracas.

O Chile e a República Dominicana também comunicaram apoio. O presidente chileno, José Antonio Kast, colocou recursos e coordenação à disposição para a entrega de ajuda e trabalhos de salvamento. Já o presidente dominicano, Luis Abinader, informou que equipas militares especializadas em busca e salvamento partirão para apoiar as operações em solo venezuelano.

O Panamá e a Costa Rica manifestaram solidariedade e ofereceram ajuda humanitária. O presidente panamenho José Raúl Mulino afirmou disponibilidade de envio de assistência, enquanto a presidente costarriquenha Laura Fernández enviou mensagens de apoio às famílias afetadas e às equipas de resgate.

Pedido oficial e coordenação

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou os números de vítimas e alertou que os dados podem ainda não refletir a totalidade das perdas, especialmente no estado de La Guaira. As declarações do governo apontam para coordenação com os países que oferecem ajuda.

Danificado e zonas mais afetadas

Delcy Rodríguez descreveu La Guaira como uma zona de desastre, citando dezenas de edifícios que vieram abaixo. As autoridades indicaram que o balanço de feridos e mortos pode crescer à medida que as operações de socorro avançam.

O que chega primeiro

As primeiras missões anunciadas concentram-se em busca e salvamento, atendimento médico e entrega de mantimentos. Vários governos afirmaram que o envio dependerá de coordenações logísticas com Caracas e das necessidades identificadas no terreno.

À medida que as operações se desenvolvem, os países poderão ajustar os envios e a forma de cooperação. Por agora, a prioridade declarada por todos os governos é apoiar o socorro imediato e a assistência às populações afetadas.

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