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O Ministério da Administração Interna emitiu, esta terça‑feira, uma nota sobre as operações policiais que removeram acampamentos em manifestações pela habitação em Lisboa e no Porto, sublinhando o esforço das forças de segurança por diálogo e persuasão. Ao mesmo tempo, recordou que o direito à manifestação é garantido constitucionalmente, mas não dispensa o cumprimento da lei.
Posicionamento oficial
No comunicado, o ministério explicou que as intervenções ocorreram depois de vários contactos com os participantes e quando as tentativas das autoridades para a retirada voluntária das tendas já não obtiveram resultado.
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A nota destaca o profissionalismo da PSP e o recurso prioritário à conversação antes da ação policial, sem, porém, detalhar o calendário das operações.
Confrontos em Lisboa
Em Lisboa, a ordem para desmontar o acampamento e dispersar não foi acatada por parte dos manifestantes, o que levou a episódios de tensão com a polícia.

Na sequência desses confrontos foram registadas 55 detenções e duas pessoas sofreram ferimentos, segundo a informação disponível. O ministério não especificou a gravidade dos ferimentos nem a identidade dos detidos.
Remoção pacífica no Porto
No Porto, agentes também pediram a retirada das tendas, mas ali a solicitação foi satisfeita pelos manifestantes e a dispersão decorreu sem incidentes reportados.
O caso volta a colocar em evidência o equilíbrio entre a proteção das manifestações públicas e a necessidade de assegurar a ordem e o cumprimento da lei, tema que o ministério reafirmou na sua comunicação.












