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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse estar disponível para prestar esclarecimentos sobre todas as investigações em curso e afirmou sentir‑se confortável no Governo, após o Chega anunciar um terceiro pedido de comissão de inquérito relativo ao seu tempo à frente da Polícia Judiciária. As declarações foram dadas esta sexta‑feira (18 de setembro), na cerimónia do 135.º aniversário da Polícia Municipal de Lisboa.
Terceiro requerimento do Chega
O partido Chega comunicou na quinta‑feira a intenção de voltar a pedir a constituição de uma comissão de inquérito para apurar os mandatos de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária. Trata‑se do terceiro requerimento apresentado pelo partido depois de o presidente da Assembleia da República ter recusado admitir os dois anteriores.
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O pedido do Chega refere‑se ao período em que Neves chefiou a PJ, entre 2018 e 2026. O líder do partido pediu ao presidente da Assembleia que não funcione como um “bloqueio institucional” ao prosseguimento do inquérito.
Resposta do ministro
Questionado sobre a nova iniciativa parlamentar, o ministro garantiu que está pronto a «enfrentar e esclarecer» qualquer averiguação ou audição. Disse igualmente sentir‑se «absolutamente confortável» na sua posição dentro do Executivo.

Num tom firme, Neves afirmou que não governa com base em sondagens — referências a estudos de opinião mostram uma avaliação negativa do seu desempenho — e que, se chegasse o momento de se sentir desconfortável, comunicaria isso diretamente ao primeiro‑ministro.
Prioridades apontadas por Neves
O ministro destacou ainda alguns avanços que atribui ao seu mandato no Ministério da Administração Interna: a resolução de problemas nas fronteiras e a criação de estruturas para o combate aos incêndios. Declarou estar satisfeito com o trabalho que tem vindo a desenvolver.
O contexto político
O novo requerimento do Chega prolonga uma disputa parlamentar sobre responsabilidades na direção da PJ e coloca outra vez o foco político em Luís Neves. A iniciativa do partido obrigará a decidir na Assembleia se a comissão de inquérito avança ou volta a ser arquivada.
Até que essa decisão seja tomada, o ministro mantém a disponibilidade pública para esclarecimentos e reafirma a sua posição no Governo.












