Executivo propõe que a UE adote o modelo português para tributar petrolíferas

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O Governo português propôs à Comissão Europeia que a sua fórmula para tributar lucros extraordinários das petrolíferas sirva de base para uma solução europeia. A iniciativa chega num momento em que Bruxelas tem rejeitado propostas nacionais e six países — entre os quais Portugal — apresentaram uma carta sobre o tema.

Proposta levada aos ministros da zona euro

O assunto foi debatido na reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro em Dublin, sob a presidência rotativa do Conselho da UE. Antes do encontro, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou à Lusa que os seis signatários vão expor argumentos à Comissão com o objetivo de convencer Bruxelas a avançar com uma proposta conjunta.

Sala de reunião com ministros das Finanças, ambiente institucional
Reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro em Dublin.

Bruxelas tem mostrado relutância em aceitar medidas nacionais sobre a tributação dos lucros extraordinários, segundo reconheceu o próprio ministro ao abordar a iniciativa comum.

O que contém a metodologia portuguesa

Portugal já apresentou uma proposta que está em discussão no Parlamento. O modelo nacional é, nas palavras do ministro, simples e direto.

Documentos legislativos e cadernos em discussão no parlamento
Proposta portuguesa em debate no Parlamento que define a metodologia de tributação.

Segundo Miranda Sarmento, a regra prevê que seja tributada 20% da média dos últimos dois anos. O governante sugeriu que a Comissão examine essa metodologia como um ponto de partida para um quadro europeu.

Argumentos a favor de uma solução comunitária

O ministério defende que uma medida comunitária traria salvaguardas e garantia de aplicação em todo o território da União Europeia, promovendo maior harmonização entre Estados‑membros.

Essa uniformização, segundo o Executivo português, evitaria divergências entre políticas fiscais nacionais e asseguraria tratamento mais consistente das empresas no mercado único.

Nas próximas horas, os ministros dos seis países que assinaram a carta apresentarão formalmente a posição conjunta à Comissão, na esperança de que Bruxelas reconsidere a abertura de um novo instrumento à escala europeia.

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