Numa cidade do Norte foi aprovada a criação de guardas noturnos

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O executivo municipal de Vila Nova de Gaia aprovou por unanimidade, em reunião privada, uma proposta do PS para criar uma rede de guardas-noturnos no concelho. A iniciativa surge em resposta a relatos recentes de maior sensação de insegurança nas ruas e visa reforçar a presença noturna junto das comunidades.

O que está em cima da mesa

O projecto, apresentado pelo PS/Gaia, propõe um modelo de **segurança de proximidade** que, segundo os proponentes, exige um investimento público inicial reduzido. O partido sugere que a Câmara financie os primeiros custos — fardamento, equipamento e cartão de identificação — seguindo um exemplo já adotado na cidade do Porto.

No comunicado da concelhia, presidida pelo vereador João Paulo Correia, os proponentes defendem que esse montante seria marginal face ao orçamento municipal e determinante para viabilizar o serviço no território do concelho.

Como funcionariam os guardas

O modelo prevê que os guardas-noturnos sejam profissionais independentes, remunerados por contribuições voluntárias de moradores e comerciantes da área onde atuam. Por isso, o PS sublinha que o serviço não implicaria um encargo estrutural para as contas da Câmara.

Grupo de moradores e comerciantes em reunião comunitária de segurança
O modelo prevê financiamento através de contribuições voluntárias de residentes e comerciantes locais.

As zonas de atuação seriam definidas após auscultação das juntas de freguesia, associações de moradores e associações comerciais, e com a audição das forças de segurança, tal como exige a lei. O partido acrescenta que o município já dispõe do regulamento necessário, pelo que bastaria uma deliberação do executivo para avançar.

Complementar, não substituir

Os socialistas enfatizam que a figura do guarda-noturno não pretende suplantar o papel das forças policiais. Em vez disso, é apresentada como um complemento: uma presença de confiança nas ruas durante a noite que acresce à ação das forças de segurança, cuja atuação é reconhecida pelo PS.

Para o partido, a iniciativa combina noções de **segurança** e **comunidade**, propondo aproximação entre residentes e vigilância local — algo que, defendem, não pode ser inteiramente substituído por sistemas de videovigilância.

Experiências anteriores e outros municípios

O concelho já teve um serviço semelhante: em 2014 funcionou em Mafamude um esquema de guardas-noturnos que o atual vereador João Paulo Correia chefiou quando era presidente da junta. Agora, enquanto vereador da oposição, pretende alargar essa experiência a todo o município.

O PS/Gaia cita ainda outros municípios onde existem ou estão a revitalizar serviços parecidos, como Porto, Gondomar, Matosinhos, Amadora, Cascais, Aveiro e Lisboa.

Com a aprovação unânime do executivo, a proposta fica agora encaminhada para os passos administrativos necessários, abrindo caminho para que a Câmara decida sobre o apoio financeiro inicial sugerido pelo PS.

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