Advogado em Braga afirma que atuação do Tribunal de Família acabou com um lóbi pró-feminino

Mostrar resumo Ocultar resumo

O jurista João Magalhães reagiu com firmeza a uma reportagem televisiva exibida na sexta-feira que acusa um juiz e uma procuradora do Tribunal de Família e Menores de Braga de parcialidade e de não terem em conta o **superior interesse da criança**. Ele diz ter-se sentido “incomodado” tanto a nível profissional como pessoal com as alegações.

O teor das acusações

A peça televisiva questionou decisões tomadas naquele tribunal, apontando para suposta preferência por uma das partes em processos de regulação parental e para uma desatenção ao bem-estar das crianças envolvidas. A reportagem colocou no centro do debate dois magistrados do Tribunal de Família e Menores de Braga.

Resposta de João Magalhães

Magalhães classificou as acusações como “falsas e injustas” e defendeu que quem faz esses juízos raramente conhece o funcionamento interno dos tribunais em causa. Em declarações, afirmou que os tribunais de Família de Braga e de Barcelos, assim como os respetivos órgãos do Ministério Público, têm vindo a trabalhar com elevado grau de **profissionalismo** e competência.

Segundo o jurista, essa mudança institucional terá cortado espaço a um tipo de atuação que, na sua opinião, confundia a defesa de vítimas com comportamentos de instrumentalização do sistema. Ele disse que um certo “lobby pró-feminino” por vezes teria chegado a inventar episódios de violência doméstica ou abuso sexual de menores com o objetivo de prejudicar o pai.

Magalhães sublinhou, porém, que não nega a existência desses crimes. O seu argumento é processual: cabe ao tribunal destrinçar relatos fabricados de acontecimentos reais, garantindo que as decisões se baseiam em prova e na análise factual dos casos.

Defesa dos magistrados e prática profissional

O jurista acrescentou que, por acompanhar mensalmente litígios familiares em Braga e Barcelos — em que representa uma das partes — tem elementos para avaliar o trabalho dos magistrados. Em sua opinião, os profissionais visados são competentes e dedicados e procuram, nas decisões, manter a **equidade** entre as partes enquanto velam pelo melhor interesse das crianças.

A intervenção pública de Magalhães volta a colocar em evidência a tensão entre críticas mediáticas a decisões judiciais e a percepção interna dos operadores do direito sobre a qualidade do funcionamento dos tribunais de família.

Dê o seu feedback

5.0/5 baseado em 1 avaliação
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário