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Eurico Brilhante Dias acusou esta quinta‑feira, 1 de outubro, o primeiro‑ministro Luís Montenegro de se intrometer na crise em torno da Seleção Nacional. Para o líder parlamentar do PS, a intervenção política nesse caso desviaria atenção de problemas económicos que afetam os portugueses.
Contactos confirmados pelo gabinete do primeiro‑ministro
Fontes do gabinete do chefe do Governo informaram que, na quarta‑feira, Luís Montenegro falou individualmente com o presidente da Federação, Pedro Proença, com o selecionador, Jorge Jesus, e com o capitão da equipa, Cristiano Ronaldo.
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Os contactos surgiram depois de Ronaldo ter decidido, por sua iniciativa, abandonar o estágio em Copenhaga na véspera do jogo com a Dinamarca na Liga das Nações.
Críticas do líder parlamentar do PS
Brilhante Dias considerou que, caso se confirme a intervenção, trata‑se de uma “intromissão” do primeiro‑ministro em matérias que não são da sua competência.
O deputado socialista contrapôs esse episódio com questões que, na sua opinião, mereciam maior prioridade por parte do Governo.
Economia em primeiro plano, diz o PS
Na sua intervenção, Eurico Brilhante Dias destacou indicadores económicos que, segundo ele, exigem atenção imediata. Referiu, entre outros pontos, que Portugal registou no segundo trimestre o maior aumento homólogo do preço da habitação em toda a União Europeia, com uma variação de 16,5%.

Também apontou para o custo elevado dos combustíveis e para previsões de aumentos nas tarifas de eletricidade e gás, além de um impacto significativo nas prestações das casas. “As pessoas acordaram hoje” com estes problemas, afirmou, pedindo foco nessas prioridades.
Responsabilidade da Federação e episódios anteriores
O líder do Grupo Parlamentar do PS defendeu que os temas da seleção são da responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol e que a gestão de questões relativas a um jogador deve caber à instituição.
Para reforçar a crítica, Brilhante Dias evocou episódios passados em que, segundo ele, o primeiro‑ministro esteve ausente em momentos de dificuldade nacional, citando situações como tempestades e deslocações para assistir a jogos internacionais.
Impacto nas famílias e tom final
O deputado voltou a sublinhar as dificuldades das famílias, afirmando que há portugueses a reduzir compras de bens alimentares e a optar por proteínas de menor qualidade.
Concluiu que, ao falar e envolver‑se em temas futebolísticos, o primeiro‑ministro “demonstra, a cada dia que passa, menos preparação para o cargo que ocupa”, disse, reforçando a ideia de que o foco governamental devia estar no custo de vida e em medidas económicas.











