Em setembro, a inflação sobe para 3,6% impulsionada pelos combustíveis

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A inflação homóloga subiu para 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), regressando ao nível mais alto desde agosto de 2023. O avanço é atribuído sobretudo à subida dos preços dos combustíveis, que voltou a pressionar o índice.

Estimativa rápida do INE

O INE indica que a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 3,6% em setembro de 2026, isto é, mais 0,3 pontos percentuais face a agosto. A autoridade estatística ressalta que grande parte da aceleração se explica pelo comportamento dos preços energéticos.

Energia e combustíveis em alta

O índice relativo aos produtos energéticos disparou para 15,4%, contra 12,2% no mês anterior. Em setembro registaram-se preços médios de referência para os combustíveis ao consumidor, um fenómeno ligado ao conflito no Irão iniciado no final de fevereiro e à maior incerteza nos mercados internacionais de crude.

Painel com preços dos combustíveis e indicador de subida
Preços médios de referência dos combustíveis subiram em setembro, pressionando a inflação.

Resto da inflação: subjacente e alimentos

A inflação subjacente — que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos — terá sido de 2,7%, aumentando 0,1 pontos percentuais face a agosto. Esta métrica mostra uma tendência de inflação menos volátil, mas também em subida.

Frutas e legumes frescos com etiquetas de preço num supermercado
Produtos alimentares não transformados registaram aumento homólogo, contribuindo para a inflação.

Os produtos alimentares não transformados (os frescos) registaram uma variação homóloga de 3,6%, ligeiramente acima dos 3,4% observados em agosto.

Médias e comparações internacionais

O INE estima ainda uma variação média dos preços nos últimos 12 meses de 2,8%, acima dos 2,7% do mês precedente. O índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) — que inclui despesas de não residentes e permite comparações internacionais — situou-se em 3,6%, valor idêntico ao de agosto.

O aumento dos preços dos combustíveis tem, por agora, sido o principal motor desta aceleração, com impacto direto nos custos suportados pelos consumidores e na composição do índice geral.

Notícia atualizada às 11:35.

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