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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Macedo de Cavaleiros

Dono só soube quando o patrão do boi lhe contou a façanha
Vaca pulou a cerca foi à aldeia vizinha à procura de touro

A história anda de boca-e-boca na aldeia de Podence e arredores. Uma vaca pulou a cerca do lameiro onde pastava, percorreu cerca de quatro quilómetros até à aldeia de Azibeiro, parou à porta de um touro e só parou de mugir quando o dono do boi abriu a porta ao touro. Já coberta pelo boi, a vaca regressou ao lameiro onde andava. O dono só soube dias depois quando o patrão do touro lhe contou a façanha e exigiu o dinheiro da cobrição.
Mocha tornou-se a vaca mais famosa de Podence e arredores, onde já anda na boca de toda a população. Estando em período de cio não precisou do dono para ir ao touro. Saltou a vedação do lameiro onde fora deixada pelo dono a pastar e meteu-se à estrada tomando o rumo da vizinha aldeia de Azibeiro, onde se encontrava o touro. De Podence, onde mora o dono da vaca, até Azibeiro, são uns três ou quatro quilómetros. E porque não é só com gestos que se conseguem os objectivos, esperta, Mocha não parou de mugir enquanto o dono do touro não lhe veio abrir a porta do estábulo. O dono do boi, Júlio Bragada, logo reconheceu a vaca, pertencente a Luís Carneiro, residente em Podence, que já ali a tinha levado noutra ocasião em estado semelhante.
Cumprida a “obrigação”, a Mocha retomou, sozinha, o caminho do lameiro, onde o dono a deixara antes. Luís Carneiro não deu conta de nada e só no domingo seguinte é que soube da “proeza” da sua vaca através do dono do touro. Feitas as contas, ficou a estória que ambos não se cansam de contar aos vizinhos, pelo insólito que a acção da Mocha representa.

Esperteza da vaca Mocha não espanta veterinário
Apesar de considerar que não é muito normal acontecer, o atrevimento e a desenvoltura da vaca Mocha não espantam Pedro Barroso, um veterinário contactado pelo Semanário TRANSMONTANO. “As vacas quando andam com o cio ficam muito irrequietas e procuram o macho”, explica o especialista, revelando, aliás, que um dos sintomas do cio é o facto de as vacas andarem muito nesses dias. “Quando num rebanho não existe macho, usa-se, aliás, o chamado pedómetro, uma bracelete que é colocada na pata do animal e que contabiliza os passos que dá por dia. Quando estão com o cio andam o dobro ou o triplo”, explica Pedro Barroso.





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