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Edição de 13-05-2011

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SECÇÃO: Opinião dos Leitores

Efemérides

Foi no dia 6 de Novembro de 1903 que nasceu em Barqueiros, Mesão Frio; Domingos Monteiro. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, seguindo a carreira de advogado, distinguindo-se na defesa de muita dezenas de presos políticos. Em 1948 fundou a editora Sociedade de Expansão Cultural. Estreou-se nas letras com o volume de poesias Orações do Crepúsculo, prefaciado por Teixeira de Pascoais. Afirmar-se-ia como contista com Enfermaria, Prisão e Casa Mortuária e com O Primeiro Crime de Simão Bolandas obteve, em 1965, o Prémio Nacional de Novelística, o mesmo em 1972 com Letícia e o Lobo Júpiter.
Morreu em Lisboa no dia 18 de Agosto de 1980.

Foi no dia 7 de Novembro de 1687 que morreu em Amesterdão, Holanda; Baltazar (ou Isaac) Oróbio de Castro. Tinha nascido em Bragança no ano de 1620. Estudou Filosofia em Alcalá de Henares, Espanha, e foi professor de Metafísica na Universidade de Salamanca. Médico de renome em Sevilha, a Inquisição teve-o três anos na prisão como judeu relapso. Médico em Toulouse, França, e conselheiro de Luís XIV, refugiou-se na Holanda em 1666.
Abjurou a fé cristã. Trocou o nome de Baltazar por Isaac e continuou a exercer medicina. Os seus escritos, muitos deles inéditos, dão-lhe jus a ser considerado um pensador de mérito como filósofo, exegeta e polemista. Exegeta do Antigo Testamento, manteve-se na linha ortodoxa do messianismo judaico. Filósofo, combateu a ética panteísta de Espinosa, apesar de ser seu amigo. Apologeta, atacou o seu correligionário Juan Prado, eirado de naturalismo ateu. Da sua obra destaca-se Dissertação sobre o Messias, 1647.

Foi no dia 10 de Novembro de 1894 que morreu Augusto César. Era natural de Vila Real, onde nasceu no ano de 1842. Iniciou a sua actividade laboral como caixeiro numa loja do Porto. Não sendo esse o seu objectivo de vida, regressou à sua terra natal e conseguiu o lugar de professor primário na freguesia de Folhadela. Mesmo assim era a escrita que o motivava. Iniciou-se com o romance História para Infelizes, 1864, seguindo-se: Uma Sepultura no Cemitério de São Dinis, 1868, A Filha do Pescador de Leça, e O Enjeitado, 1870. Em 1873 funda o jornal O Transmontano, o primeiro periódico do distrito, que tinha por único colaborador ele próprio. Este jornal foi a correia de transmissão de um movimento democrático na Região. Dedicou a sua vida ao ideal republicano, vivendo mais para os outros do que para si, primando sempre por uma ética jornalística, condizente com o seu carácter. Foi presidente, em 1876, do Centro Republicano de Vila Real. Participou em sessões em consequência do Ultimato, contestando a política governamental vigente. Em 1911 o seu nome foi dado ao Centro Republicano. Já um ano antes, por decisão camarária, o Asilo Escola D. Manuel II tomou o nome de Asilo Escola Augusto César. Também uma rua vila-realense tem o seu nome.

Américo Brito





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