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Edição de 13-05-2011

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Arquivo: Edição de 22-10-2010

SECÇÃO: Região

Ranking Nacional de Escolas Secundárias
Escola Fernão Magalhães é a sexta melhor escola pública

fotoA Escola Fernão de Magalhães volta a figurar entre as melhores escolas públicas, no âmbito do ranking nacional elaborado com base no resultado obtido nos exames do secundário. Em termos de estabelecimentos públicos, é a sexta melhor, com uma média de 12,82. No conjunto públicas e privadas, aparece colocada em 32º. Mais nenhuma escola da região aparece nas primeiras cem.
À semelhança dos anos ante-riores são as escolas privadas e do Litoral do país que ocupam os primeiros lugares do ranking nacional de escolas secundárias, elaborado com base no resultado obtido nos exames do secundário (de oito disciplinas).
A Escola Fernão de Magalhães, em Chaves, continua a ser a excepção. Com uma média de 12,82, ficou posicionada em 6º lugar em termos de escolas públicas. No ranking geral, públicas e privadas, ocupa a 32º posição, num total de 608 escolas. Além disso, o antigo Liceu destacou-se ainda na disciplina de História. Com 15, 49, foi a sexta melhor média obtida em exame nesta disciplina. “Mais uma vez a nossa Escola posiciona-se nos lugares cimeiros, tal como vem acontecendo nos anos lectivos anteriores.
Aproveitamos para dar os parabéns aos alunos, pais e encarregados de educação e agradecer o contributo dos professores, fun-cionários e restante comunidade educativa”, escreveu, no dia em que os resultados foram publicados pelos jornais nacionais, o presidente do conselho executivo, Fernando Castro, na página da Internet da escola.
As restantes escolas públicas de Trás-os-Montes e Alto Douro encontram-se em posições bem menos confortáveis. Aliás, não há nenhuma entre as cem primeiras. Depois da Escola Fernão de Magalhães, a escola transmontana melhor colocada no ranking é Escola Secundária Dr. António Granjo, também em Chaves, que, com uma média de 10,85, aparece em 221º lugar. A outra escola secundária da cidade, a Júlio Martins, aparece em 529º posição, com uma média de 9,6. As piores da região, são as secundárias de São João da Pesqueira, com 8,46 (569), a secundária de Alijó, com 8,6 (562) e a básica e secundária do Mogadouro, com uma média de 8,76 (555).
Em termos de estabelecimentos de ensino privados, a melhor colocada, em 141º lugar, com uma média de 11,25, é o Colégio de Lamego. Segue-se o Externato Liceal de Torre de Dona Chama, com uma média de 10,85 e em 222º lugar.

A nível da região
Abade Baçal lidera no básico
No que toca ao ensino básico, a escola da região que aparece melhor colocada no ranking nacional, que neste caso analisa as médias aos exames finais de Português e Matemática, é a Abade Baçal, em Bragança, com um a média 3,42 e em 103ª posição. Segue-se, em 133º, a Escola Básica de Sedim, em Miranda do Douro, com uma média de 3,34, num conjunto de 1303 escolas. A Escola Fernão de Magalhães aparece imediatamente a seguir, em 143º lugar, com uma média de 3,32 (numa avaliação de 1 a 5). Em quarto lugar, em termos de posição no ranking, em 214º, aparece a Escola São Pedro, em Vila Real, com uma média de 3,19.

A Fernão de Magalhães vista por um aluno
“Localização excelente, qualidade no corpo docente e o ambiente espectacular!”
fotoJoão Esteves sempre quis ser juiz. Ou melhor, quase sempre. Em miúdo chegou a quer ser padre. Tudo por causa de um livro que a avó lhe “impingira” e que contava a história de um padre que era chefe da aldeia. “Fascinado”, João alimentou o sonho de quer ser igual. Mas por pouco tempo. Logo se fixou num só caminho: o direito. Hoje, a frequentar o 11º ano, mais que nunca, tem certeza que é isso quer. “Direito, em Coimbra!”, diz sem hesitações. Não podia estar no melhor caminho. Com uma média de quase 19 valores, pode dar-se ao luxo de escolher o curso e a universidade. João é de Chaves e frequenta a Escola Fernão de Magalhães, antigo Liceu, situado em pleno coração da cidade. Com 107 anos de história, a escola que já foi um convento é um dos poucos exemplos de estabelecimentos de ensino público no interior do país que sobressai no Ranking Nacional há vários anos. Este ano, em termos de escolas públicas, ocupa o sexto lugar no ranking (ver texto em cima). A fama pesou na escolha de João. “Eu sempre quis vir para aqui. Os meus colegas diziam-me vai para os Aregos ou para a Técnica que vai para lá este ou aquele, mas eu sempre disse Liceu, Liceu, Liceu. Tem uma localização excelente, qualidade no corpo docente e o ambiente é espectacular!”, afiança o estudante. O nível de exigência da escola afugenta alguns alunos por causa das médias. João tem colegas que o fizeram, mas garante que o resultado não é bom. “Podem subir um pouco a média, mas depois nos exames nacionais baixam. Aqui, as notas do fim do ano são iguais às dos exames”, assegura. O ar conventual que o edifico mantém agrada ao estudante. “Pode parecer mais fechado, mas por outro lado dá uma sensação de protecção. Um dia, um casal de holandeses entrou aqui a pensar que isto era um museu. ‘Museum? museum? Vasco da Gama?’”, diziam-me apontando para um busto.
Mas numa escola onde as boas notas dominam, brilha-se menos. João não se importa até porque há uma vantagem. Ninguém chama marrão a ninguém. “Que moral tem um colega para me chamar marrão se eu tenho média dezanove e ele tem 18, 17 ou 16? Então na turma somos todos marrões!”, conclui.





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