Semanário Transmontano   
Versão normal " Versão acessível  

Edição de 13-05-2011

Seccões

 

Consulte o Arquivo

 

Arquivo: Edição de 24-09-2010

SECÇÃO: Região

Para inverter quebra no consumo
Cooperativa quer pôr transmontanos a comer carne maronesa

fotoA Cooperativa Agrícola de Vila Real quer recuperar a venda de carne de raça maronesa, que nos últimos dois anos caiu a um ritmo de 17 por cento por ano.
Para o efeito, e porque acredita que a maior parte das pessoas ainda não conhece a qualidade deste produto certificado, a direcção da Cooperativa vai apostar em publicidade. O alvo da estratégia será a própria região. “Se os habitantes de Vila Real comessem carne maronesa uma vez por semana, tínhamos o escoamento garantido”, revela o presidente da Cooperativa Agrícola de Vila Real, Joaquim Costa.
Em 2007, a Cooperativa Agrícola de Vila Real, a entidade gestora da marca Carne Maronesa – um produto com Denominação de Origem Protegida, vendeu 1.800 carcaças. No entanto, nos dois últimos anos, as vendas caíram 17 por cento. Fernando Costa atribui a quebra à perda de clientes fora da região, que, “talvez devido à crise”, deixaram de pagar e, consequentemente, a Cooperativa deixou de lhes vender.
No entanto, agora, a estratégia da direcção da Cooperativa, eleita há pouco mais de um ano, não passa por recuperar esse mercado. A intenção é vender “tudo” na região, que já consome entre 65 a 70 por cento. “Quem quiser comer carne maronesa tem que vir cá”, explica Joaquim Costa. Aliás, vai ser na região que a Cooperativa, através Agrupamento de Produtores Carne Maronesa-DOP, vai lançar uma campanha de publicidade para promover o consumo deste produto, que, apesar de “qualidade semelhante”, continua menos conhecida que a carne barrosã e mirandesa. “A maronesa e a barrosã estão no mercado há mais tempo. A maronesa há muitas pessoas que ainda não conhecem. E muitas não sabem, por exemplo, que pode ser adquirida nas próprias instalações de Cooperativa”, lembra o dirigente, revelando que o preço em relação a carnes não certificadas é de apenas “um euro e tal”.
Para Joaquim Costa, a promoção do consumo é a única forma de ajudar os produtores, que, muitas vezes, são obrigados a vender a carne como se esta não fosse certificada.
De acordo com dados fornecidos pela Cooperativa, neste momento, haverá cerca de 1.500 criadores de maronês. No entanto, segundo Joaquim Costa, este ano está a registar-se uma quebra. “Há registo de pelo menos duzentos vitelos”, revela o dirigente, que acredita que a situação possa estar rela-cionada com abates sanitários.
Cerca de 80 a 85 por cento da carne maronesa é produzida nos concelhos de Vila Real, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Mondim de Basto. A restante produção é de concelhos limítrofes. De acordo com a página na Internet do Agrupamento Produtores Carne Maronesa-DOP, a criação destes animais destaca-se por ter um modo de produção amigo do ambiente. A dieta dos animais adultos é constituída por produtos cultivados, ervas e arbustos naturais dos terrenos baldios ou prados privados, o que garante a excelência da qualidade do produto final.

Quilo do bife a 11 euros
De acordo com o presidente da Cooperativa Agrícola de Vila Real, Joaquim Costa, o preço da carne maronesa é “competitivo”. Só é mais cara que a não certificada “um euro e tal”.
Um quilo de bife maronês, uma das peças mais caras, custa 11 euros. No lado oposto, do lado das peças mais baratas, um quilo de fralda de maronês custa 6 euros.





Topo

Símbolo de Acessibilidade à Web. [D]
Bobby WorldWide Approved AAA
Símbolo de conformidade nível A, Directivas de Acessibilidade ao conteúdo Web 1.0 do W3C-WAI

© - Powered by Ardina.com, um produto da Dom Digital.
Comentários sobre o site: .