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SECÇÃO: Desporto
Nove jogos sem vencer ditam mudança de treinador no Desportivo de Chaves
Tulipa rende Nuno Pinto e tem prova de fogo terça-feira para a Taça de Portugal
O novo treinador do Chaves entrou com um objectivo claro: segurar a manutenção. No entanto, o primeiro teste do novo técnico é já terça-feira, frente ao Naval 1º de Maio, para a Taça de Portugal.
A necessidade de “dar um abanão forte ao grupo” é a justificação de Luís Mário Carneiro para a chicotada psicológica no Chaves. O presidente dos flavienses apresentou, ao início da tarde de terça-feira, Manuel Tulipa, o sucessor de Nuno Pinto, e garante que “a equipa já mostrou ter valor suficiente para jogar melhor”.
“A fazer a mudança teria de ser agora e acreditamos que ainda estamos a tempo de alcançar bem mais”, justificou o presidente.
Numa altura em que fugir dos lugares da despromoção é a prioridade, antes do regresso ao campeonato, Tulipa enfrenta a possibilidade de conduzir a equipa à final da Taça de Portugal. O primeiro jogo das meias-finais, com a Naval, é já na terça-feira e o jovem técnico de 37 anos, que se faz acompanhar por Filipe Casa Nova e Manuel Pinho, não escondeu a sua ambição: “Tendo chegado até aqui com todo o mérito, é evidente que esse encontro se reveste de importância. Este clube merece viver uma final no Jamor e é por isso que nos vamos bater. A nosso favor temos o facto de, nestes jogos, a motivação ser grande”, avançou o técnico, que assinou contrato até Junho de 2011.
Tulipa entrou ao serviço em Chaves terça-feira e “trabalho” foi precisamente a palavra que mais repetiu durante a sua apresentação. O técnico, assume que “o objectivo primordial é assegurar a manutenção” e avança a fórmula para afastar os flavienses da zona perigosa: “Temos de encarar os jogos com total entrega e trabalhar até à exaustão. Aceitei o convite com agrado, até pelo historial do clube e o respeito que merece.”
Depois de assistir a vários encontros da formação azul-grená, comentando alguns na televisão, Tulipa garante ter um conhecimento considerável do plantel, mas só do núcleo duro de 12/13 elementos utilizado por Nuno Pinto. Ainda assim, o treinador mostra-se seguro: “Confio no grupo, pois tem valores suficientes para dar a volta por cima. Esta paragem vai servir para observarmos e avaliarmos os atletas que ainda não conhecemos.”
A reestruturação no Desportivo de Chaves foi mesmo profunda e com Nuno Pinto saiu a totalidade da equipa técnica. Pedro Reuss, o treinador dos guarda-redes, está de saída e Kasongo e Diamantino regressam aos cargos que ocupavam nas camadas jovens.
Nuno Pinto não complicou saída
Chegar a acordo para a rescisão com Nuno Pinto foi tarefa fácil para a direcção do Chaves. “Estava neste clube para ajudar e na hora de sair também é o que quero fazer. As decisões são da responsabilidade de quem as toma e se entendem que esta é a solução eu estou para ajudar. A mim o Chaves não me vai pagar nem mais um tostão. Recebo até ao dia em que trabalhei e mais nada. O grupo tem qualidade e acredito que a manutenção é perfeitamente alcançável”, disse Nuno Pinto, antes de deixar o comando do Clube.
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